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Trump declara emergência nacional contra Cuba e autoriza tarifas a países que fornecem petróleo à ilha

Segundo o governo americano, as tarifas poderão atingir produtos importados de países que, direta ou indiretamente, abasteçam Cuba com petróleo, com base em avaliações de segurança nacional e política externa.

  • 🔎 Ainda não estão claros os possíveis impactos para o Brasil. Em 2025, o país importou US$ 2,9 milhões de Cuba e exportou US$ 283,3 milhões, com destaque para produtos do agronegócio. Embora não haja registro de venda de petróleo cru ao país caribenho, foram exportados derivados de petróleo já processados.

A ordem da Casa Branca cita acusações de que o governo cubano mantém vínculos com países e grupos considerados hostis aos EUA, como Rússia, China e Irã, além dos grupos Hamas e Hezbollah, classificados como terroristas por Washington.

O texto também menciona violações de direitos humanos e ações que, segundo o governo americano, desestabilizam a região.

“Os Estados Unidos têm tolerância zero para as atrocidades do regime comunista cubano e agirão para proteger a política externa, a segurança nacional e os interesses nacionais”, diz a ordem.

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As tarifas não são automáticas. O Departamento de Comércio ficará responsável por identificar os países que fornecem petróleo a Cuba, enquanto o Departamento de Estado decidirá se e em que nível as tarifas serão aplicadas. A medida entra em vigor nesta quinta-feira (30).

O texto prevê ainda que o governo dos EUA poderá endurecer as ações caso países afetados reajam ou adotem retaliações.

Trump vem endurecendo o discurso contra Cuba desde o início do ano, quando os Estados Unidos executaram uma operação para capturar o ditador deposto Nicolás Maduro, na Venezuela.

No dia 23 de janeiro, o site norte-americano Politico revelou que o presidente estava estudando um bloqueio naval contra Cuba para impedir a chegada de importações de petróleo ao país. O objetivo seria pressionar por uma mudança de regime.

Uma estratégia semelhante foi adotada contra a Venezuela em dezembro, quando forças americanas passaram a impedir o trânsito de navios petroleiros alvo de sanções dos Estados Unidos.

Três autoridades ouvidas pelo Politico disseram que a medida é apoiada por integrantes do governo, incluindo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Filho de imigrantes cubanos, Rubio é um dos principais críticos do regime cubano dentro da administração Trump.

Na terça-feira (27), Trump afirmou que o regime cubano vai “cair muito em breve”, alegando que a Venezuela — que já foi o principal fornecedor da ilha — deixou de enviar petróleo e recursos financeiros a Cuba.

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