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Trump diz a TV que não tirará sanções do Irã em troca da entrega de urânio altamente enriquecido

"Nós vamos conseguir. Não precisamos disso, não queremos isso. Provavelmente vamos destruir depois que conseguirmos, mas não vamos deixar que eles fiquem com isso".

O presidente norte-americano também falou sobre as negociações com o Irã ao abrir sua reunião de gabinete nesta quarta. Repetiu que Teerã quer o acordo, mas que ainda não há consenso e que os EUA ainda "não estão satisfeitos".

"O Irã está muito empenhado, eles querem muito fechar um acordo. Até agora, não conseguiram... não estamos satisfeitos com isso, mas ficaremos. Ou ficaremos, ou teremos que terminar o trabalho. Não acho que eles tenham outra escolha", afirmou.

Donald Trump — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Segundo a reportagem, a proposta prevê que as forças militares dos EUA se retirarão das proximidades do Irã e suspenderão o bloqueio naval, enquanto o Irã se compromete a restaurar o número de navios comerciais em trânsito pelo Estreito de Ormuz aos níveis pré-guerra dentro de um mês.

Embarcações militares, no entanto, não estão incluídas no acordo.

Ainda de acordo com a proposta, a gestão e o traçado do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz serão de responsabilidade do Irã, em cooperação com Omã. E se um acordo final for alcançado em 60 dias, ele será aprovado como uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

A Casa Branca nega a veracidade das informações. Segundo porta-voz, o memorando citado é "uma completa invenção".

"Vamos dar essa chance, não tenho pressa. Todo mundo fica dizendo: 'Ah, as eleições de meio de mandato'. Não tenho pressa", falou.

Em mensagem divulgada em sua conta no Telegram, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que o Irã não irá se render aos Estados Unidos, apesar da crescente pressão econômica.

Qalibaf, que também é um dos principais negociadores de Teerã, disse que as Forças Armadas do país aproveitaram o cessar-fogo da guerra para se reconstruir e que os movimentos "óbvios e ocultos" do governo Trump demonstram que Washington busca uma nova rodada de confrontos.

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