Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do Irã após seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morrer nos ataques dos Estados Unidos e de Israel que deram início à atual guerra no Oriente Médio. Desde então, o novo líder não apareceu em público e fez um pronunciamento por escrito.
"Não sabemos quem é o líder deles (Irã). Temos pessoas querendo negociar. Não temos ideia de quem sejam", disse Trump.
Na entrevista, Trump também voltou a dizer que "destruiu" a capacidade militar do Irã e pressionou aliados a ajudar a liberação do Estreido de Ormuz com forças militares.
O Irã fechou o corredor marítimo após ser atacado por EUA e Israel, em 28 de fevereiro. Segundo Trump, seu secretário de Estado, Marco Rubio, vai anunciar países que formarão uma coalizão para manter o local aberto à navegação.
Em um discurso durante um evento no Kennedy Center, em Washington, o republicano disse que os iranianos não têm mais muitos mísseis à sua disposição e que Teerã "não têm muito mais tiros para dar".
Segundo Trump, a campanha militar dos EUA contra o Irã já atingiu mais de 7.000 alvos em toda a República Islâmica e segue atacando o país "com força máxima".

Irã nega ter procurado os EUA para negociar cessar-fogo
Em sua fala, ele reiterou seu apelo às nações europeias e asiáticas para que ajudem a reabrir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, dizendo que alguns países lhe informaram que estavam a caminho, enquanto outros não se mostraram muito entusiasmados em ajudar.
Trump quer que as nações ajudem a policiar o estreito depois que o Irã respondeu a ataques de EUA e Israel usando drones, mísseis e minas para efetivamente fechar o canal para os petroleiros que normalmente passam pelo local — responsável por escoar um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo.
Trump disse "não estar feliz" com o Reino Unido pela falta de apoio com o projeto. Ele afirmou que os EUA "não precisam" do petróleo iraniano.
Nesta segunda, o Irã negou ter solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos, ao contrário do que Trump havia declarado no fim de semana.
Apesar da negativa, o chanceler iraniano deu o primeiro indicativo de que seu governo vai permitir a circulação limitada de embarcações no Estreito de Ormuz. Araqchi afirmou, de acordo com a agência SNN, que o estreito está fechado apenas para "inimigos e aqueles que apoiam sua agressão".
'Não se sabe' se novo líder supremo do Irã está vivo
Ao respondea à pergunta de um repórter, Trump disse que "não se sabe" se o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, "está vivo ou não".
De acordo com o republicano, há relatos de inteligência que Mojtaba, filho de Ali Khamenei, morto no dia 28, teria perdido uma perna nos bombardeios.
Novos ataques com mísseis e drones
No Golfo Pérsico, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram novos ataques com mísseis ou drones nesta segunda-feira. No domingo, o Irã pediu a evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, na primeira ameaça de Teerã a instalações não pertencentes aos EUA no Golfo Pérsico.
O governo iraniano acusou os EUA de lançarem ataques na sexta-feira contra a ilha de Kharg — onde fica o principal terminal petrolífero iraniano. No domingo, o governo norte-americano divulgou imagens do ataque.
Cresce o impacto da guerra na região
No Irã, a Cruz Vermelha disse que mais de 1.300 pessoas morreram por conta dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. O Ministério da Saúde iraniano afirmou que 223 mulheres e 202 crianças estão entre os mortos, segundo a agência oficial do Judiciário, Mizan.
Em Israel, 12 pessoas morreram por ataques de mísseis iranianos e outras ficaram feridas, incluindo três no domingo. Pelo menos 13 militares dos EUA morreram, seis deles em um acidente aéreo no Iraque na semana passada.
No Líbano, ao menos 820 pessoas morreram, segundo o Ministério da Saúde local, desde que o grupo apoiado pelo Irã Hezbollah atacou e Israel respondeu com bombardeios e envio de tropas adicionais ao sul do país. Em apenas 10 dias, mais de 800 mil pessoas — quase um em cada sete habitantes do Líbano — foram deslocadas.
Novos ataques iranianos contra Israel
Israel disse na madrugada de segunda-feira que o Irã lançou mísseis em direção ao território israelense. Antes disso, vários ataques atingiram o centro de Israel e a área de Tel Aviv, causando danos em 23 locais e provocando um pequeno incêndio.
Os militares israelenses afirmam que o Irã está disparando bombas de fragmentação, capazes de escapar de algumas defesas aéreas e espalhar "submunições" em vários pontos.

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