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Trump diz que havia aprovado ataque ao Irã para terça, mas suspendeu ação após pedido de líderes árabes

Segundo Trump, a ação foi suspensa após conversas com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, MohammAd bin Salman, e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

De acordo com o presidente americano, os líderes afirmaram acreditar que um acordo “muito aceitável” poderá ser alcançado nas negociações em andamento.

“Com base no meu respeito pelos líderes mencionados acima, instruí o secretário da Guerra, Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Daniel Caine, e as Forças Armadas dos Estados Unidos de que NÃO realizaremos o ataque programado contra o Irã amanhã”, escreveu.

Trump afirmou ainda que ordenou que as Forças Armadas estejam preparadas para uma “ofensiva total e em larga escala contra o Irã a qualquer momento” caso um acordo não seja alcançado.

O governo iraniano não divulgou os detalhes da nova proposta. Segundo fontes de Teerã ouvidas pela agência Reuters, no entanto, o texto prevê:

  • o fim permanente da guerra;
  • o levantamento das sanções dos EUA contra o Irã;
  • a reabertura do Estreito de Ormuz e a liberação de todos os fundos iranianos bloqueados.

Além disso, uma fonte do governo do Paquistão ouvida pela Reuters afirmou que EUA e Irã estão “mudando as regras do jogo” nas negociações e disse que “não há mais muito tempo” antes de um eventual fracasso definitivo das conversas.

Na semana passada, a emissora estatal israelense Kan informou que Israel já havia dado sinal verde para retomar a guerra contra o Irã, mas aguardava uma decisão de Trump.

Donald Trump após retornar da China, em 15 de maio de 2026 — Foto: ALEX WROBLEWSKI / AFP

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