Secretário de Comunicação do PT, o deputado federal Jilmar Tatto (SP) afirma que a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos acende "sinal amarelo" de que Jair Bolsonaro (PL) pode ressurgir em 2026. Por isso, diz, o partido precisa reagrupar setores heterogêneos e recriar a "frente ampla em defesa da democracia" que deu a vitória a Lula (PT) em 2022.
O embrião dessa aliança, defende, está na costura dos apoios do PT para as eleições de Hugo Motta (Republicanos) e de Davi Alcolumbre (União) para as presidências da Câmara e do Senado.
"O centrão não vai buscar um candidato para se contrapor ao bolsonarismo, não é o que querem. Temos que trazer o centrão para o nosso lado. Não tem nada de levar o PT para o centro. O PT está no lugar dele. É um partido de esquerda que quer fazer reformas estruturantes e que no momento está nessa grande articulação para evitar retrocessos do ponto de vista da democracia e da sociedade", afirma.
Segundo Tatto, essa articulação com siglas como Republicanos, PP e União Brasil "deixa o país em certa normalidade" que afasta o caos no qual a extrema direita se sente mais confortável e cria "condições políticas para Lula recompor o governo de maneira mais consistente", o que não foi viabilizado pelas eleições de 2024.
"Qual é a tarefa do governo Lula agora? Recompor o governo à luz do que aconteceu na disputa municipal, na eleição do Trump e do que está acontecendo no Congresso. O momento é agora. Temos que começar a olhar os partidos que estarão conosco efetivamente. Partidos de centro", argumenta.
O diferencial do caso brasileiro em relação ao norte-americano, diz Tatto, é a participação de Lula, que é "líder de massas" e tem "credibilidade para fazer essa articulação" com setores variados da sociedade.
"O debate não é identitarismo ou empreendedorismo. Temos que melhorar a vida do povo. O governo precisa de reposicionamento político sem tergiversar, sem dar margem para acharem que o governo está morno, insosso, sem ação, letárgico", diz Tatto.
Segundo ele, o problema da gestão petista não é falta de entrega de obras e programas.
"É um governo que está paralisado de iniciativas políticas, de comunicação, de articulação", avalia. Ele propõe uma "política agressiva de comunicação" para "fazer chegar na população o esforço que o governo está fazendo para melhorar as vidas das pessoas".

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1 ano atrás
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