1 hora atrás 2

TSE decide nesta terça se mantém censura de Kassio a pesquisa que mostrou queda de Flávio Bolsonaro

O plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai decidir na noite desta terça-feira (9) se mantém a ordem de censura à pesquisa Atlas/Bloomberg que mostrou uma queda de intenções de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o caso "Dark Horse".

A decisão foi expedida pelo presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, a pedido da defesa de Flávio. O julgamento desta terça é considerado um termômetro de como a nova composição da corte eleitoral vai lidar com casos controversos do pleito de 2026.

A pesquisa divulgada em 19 de maio apontou recuo de seis pontos percentuais nas intenções de voto do senador, que perderia para o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno. Foram ouvidas 5.033 pessoas, por um método de recrutamento digital aleatório.

Kassio afirmou que o questionário foi "estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa" sobre Flávio, depois que vieram à tona diálogos entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O último item da pesquisa, que tinha 48 questões, era o áudio em que Flávio pedia dinheiro a Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", que conta a trajetória de seu pai. A mídia vinha acompanhada de imagens ilustrativas do senador e de Vorcaro.

Os entrevistados podiam arrastar para a direita quando estivessem "avaliando de forma mais positiva" e para esquerda quando estivessem "avaliando de forma mais negativa o conteúdo". A defesa de Flávio argumentou haver "contaminação e indução" das respostas.


Em nota, a AtlasIntel defendeu o rigor científico da pesquisa e disse que a coleta de intenções de voto ocorreu sem que o áudio fosse reproduzido durante a aplicação do questionário. Segundo a empresa, o material só foi apresentado aos usuários em uma etapa posterior —e sem que fosse possível retornar às perguntas ou alterar as respostas já registradas.

Além de Kassio, que deve repetir os argumentos pela suspensão da pesquisa, votam nesta terça os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Floriano Azevedo Marques, Estela Aranha, Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva. A sessão começa às 19h.

Nesta terça, o presidente do PT, Edinho Silva, disse que o partido respeita a determinação de Kassio. "Se ele tomou essa decisão, deve ter fundamento. Nós respeitamos decisão do Poder Judiciário", declarou.

A fala de Edinho é em tom mais brando que o de outros integrantes do partido. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, classificou como um pedido de censura a solicitação judicial de Flávio Bolsonaro.

Em conversas reservadas, integrantes da cúpula do PT afirmam que os argumentos apresentados para retirar o levantamento do ar não se sustentam. Apesar disso, o partido não deve se envolver nessa discussão. O raciocínio é de que não vale a pena se indispor com o presidente do TSE com a eleição se aproximando por um assunto que não envolve diretamente o partido.

FolhaJus

A newsletter sobre o mundo jurídico exclusiva para assinantes da Folha

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro