A guerra no Oriente Médio completa uma semana com sinais de escalada e de ampliação do conflito, sem fim em vista. Enquanto os Estados Unidos exigem a rendição do Irã e prometem intensificar os bombardeios, Teerã reage com ataques a bases militares e tenta prolongar a guerra, em meio à disputa pela escolha de um novo líder supremo.
Israel também amplia sua ofensiva contra alvos iranianos, mas voltou a enfrentar tensão na fronteira com o Líbano após retaliações do Hezbollah. Ao mesmo tempo, países da região e da Europa são pressionados e acabam cada vez mais arrastados para a crise.
VALE: Infográfico uma semana de guerra — Foto: Editoria de Arte/g1
Pressão máxima dos EUA e de Trump
No começo da semana, Trump disse estimar que a guerra dure de quatro a cinco semanas. Mas, segundo análise de Sandra Cohen no g1, os americanos estão transmitindo mensagens contraditórias sobre suas intenções e finalidades na guerra.
Os primeiros resultados demonstram que o regime não caiu, nem dá sinais de que será derrubado, e indicam que o conflito se prolongará além das 'quatro ou cinco semanas' previstas por Trump.
— Sandra Cohen
Bases americanas no Oriente Médio foram alvos de ataques com mísseis ou drones, provocando reações até de aliados, que não queriam envolvimento com o conflito.
Trump adotou um cerco militar semelhante ao usado na operação na Venezuela que resultou na captura do então ditador Nicolás Maduro. A diferença é que, no caso do país sul-americano, não houve resistência. No Oriente Médio, porém, o conflito se espalhou para outros países e não há sinais de recuo por parte do regime.
👉 Maduro foi capturado no dia 3 de janeiro e está preso nos Estados Unidos, enquanto o governo interino de Delcy Rodríguez segue negociando com Trump o futuro do país e do chavismo. Houve pouca resistência por parte das forças venezuelanas, além de sinais de cooperação para atender também aos interesses americanos.

Israel faz novos bombardeios em Beirute e em Teerã
Segundo a professora Nicole Grajewski, do Centro de Estudos Internacionais (Ceri, na sigla em francês) da Universidade Sciences Po, na França, ouvida pela BBC, a estratégia é de uma "guerra de atrito": desgastar o oponente e drenar recursos até o enfraquecimento da sua capacidade de luta.
Além disso, as forças iranianas têm apostado no Estreito de Ormuz como moeda de troca. A Guarda Revolucionária disse que a rota está sob seu controle e que iria fechá-la enquanto o território iraniano for bombardeado.
🗺️ Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Conecta os grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
Infográfico - Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1
O Exército israelense tem feito uma série de bombardeios ao Irã. No início da ofensiva, usou a palavra "prevenção" para justificar os ataques.
Na terça, deu início também a uma série de operações militares ao longo da fronteira com o Líbano. A trégua entre Israel e Hezbollah foi quebrada após o grupo libanês ter disparado mísseis contra o norte de Israel no domingo (1º), em retaliação à ofensiva contra o Irã.
Fumaça em Beirute após ataque israelense — Foto: Mohamed Azakir/Reuters

Análise: Irã ataca países do Golfo Pérsico para pressionar Donald Trump na guerra
- Europa: um míssil enviado pelo Irã foi abatido pelo sistema de defesa da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Turquia, acendendo um alerta. Trump tentou, ao longo da semana, atrair a cooperação de líderes europeus. Com a Espanha, ele ameaçou cortar relações comerciais após o governo negar o uso de suas bases pelos EUA. Reino Unido e França, por sua vez, cederam, mas restringiram o uso exclusivamente para a defesa dos aliados no Golfo, e não para atacar o Irã
- Oriente Médio: o Irã tem feito uma série de bombardeios de retaliação aos Estados Unidos mirando bases do país no Golfo Pérsico. Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar são alguns dos alvos. Isso atrapalhou o tráfego aéreo da região e tem trazido impactos à exportação de petróleo, com o fechamento do Estreito de Ormuz.
- Rússia: Moscou tem repassado ao Irã informações sobre a localização de ativos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, como navios de guerra e aeronaves, segundo reportagem do jornal "The Washington Post". A resposta inicial aos ataques, no entanto, foi contida.
Fogo é visto em Teerã após bombardeio em 06 de março de 2026. — Foto: Wana via Reuters

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