O neurocientista Richard Axel, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina, anunciou nesta terça-feira (24) que deixará o cargo de codiretor do Instituto Zuckerman de Mente, Cérebro e Comportamento, da Columbia University, após a divulgação de documentos que detalham sua relação com o financista Jeffrey Epstein.
Axel não é acusado de irregularidades. Em declaração oficial, afirmou que sua associação com Epstein foi um “grave erro de julgamento” e pediu desculpas públicas.
Richard Axel diz que associação com Epstein foi 'erro de julgamento' — Foto: Reprodução/Columbia University
Saída da direção e do HHMI
Na mesma nota, Axel informou que comunicou à universidade sua decisão de deixar a codireção do instituto para se dedicar exclusivamente à pesquisa e ao ensino em seu laboratório. Também anunciou que renunciará ao cargo de pesquisador do Howard Hughes Medical Institute (HHMI), uma das principais organizações privadas de fomento à pesquisa biomédica nos Estados Unidos.
A Columbia afirmou anteriormente que não havia evidências de que o cientista tivesse violado políticas internas ou leis. Ainda assim, considerou apropriado que ele deixasse o posto de liderança diante da repercussão dos documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no fim de janeiro.
Axel seguirá como professor e pesquisador da instituição.
Nobel por descobertas sobre o olfato
Richard Axel recebeu, em 2004, o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina ao lado da bióloga Linda B. Buck por descobertas consideradas fundamentais para a compreensão do olfato humano.
Os dois cientistas identificaram uma grande família de genes responsáveis pelos receptores olfativos —proteínas localizadas nas células do nariz que permitem detectar odores— e ajudaram a mapear como o cérebro organiza essas informações para distinguir milhares de cheiros diferentes.
Até então, não se sabia exatamente como o sistema olfativo conseguia transformar estímulos químicos em sinais neurais compreensíveis. A pesquisa abriu caminho para avanços na neurociência sensorial e consolidou Axel como uma das principais referências mundiais na área.
Carreira de mais de cinco décadas
Aos 79 anos, Axel mantinha um dos principais laboratórios de neurociência da Columbia e leciona na universidade há 53 anos. Na declaração divulgada nesta terça, ele destacou que a pesquisa científica e a formação de novas gerações continuarão sendo prioridades.
“A pesquisa que desenvolvi como pesquisador no HHMI e como professor na Universidade Columbia, juntamente com o privilégio de orientar gerações de jovens cientistas, continuará sendo um dos compromissos mais significativos da minha vida”, afirmou.
O cientista disse ainda que permanece “profundamente grato” ao HHMI e reafirmou que continuará a desenvolver as atividades de seu laboratório no Instituto Zuckerman.
“Sou professor na Universidade Columbia há 53 anos e permaneço dedicado a esta instituição excepcional”, concluiu.

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