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Venezuela tem onda de protestos após morte de idosa que buscava notícias do filho

Carmen Teresa Navas morreu dez dias depois de as autoridades confirmarem a morte de seu filho, Víctor Hugo Quero Navas. Ele estava sob custódia em um centro de detenção desde janeiro de 2025.

"Agora estou aqui, exigindo prova de vida, para saber se ele está realmente vivo ou morto. É muito difícil para mim, ele não tem ninguém para trazer recados. Por favor, eu já tenho 82 anos… é como se eles quisessem me matar", disse Carmen em fevereiro.

Ela passou meses exigindo provas de que seu filho estava vivo. Só agora em maio de 2026, mais de um ano após a detenção de Víctor, ela foi informada de que ele havia sido sepultado em julho de 2025.

Carmen morreu poucos dias depois de descobrir a verdade. As mortes de mãe e filho provocaram indignação e protestos em Caracas.

"A única coisa que ela queria era procurar seu filho. E o amor de uma mãe a levou a encontrá-lo, não como ela queria. E ontem, bem, ela se entregou. Ela se entregou ao filho, ao que mais amava na vida", diz a ativista Anaisa Valderrama.

O governo venezuelano afirma que Víctor morreu devido a insuficiência respiratória e nega manter presos políticos.

Mas grupos de direitos humanos alegam que centenas de presos políticos ainda permanecem detidos na Venezuela.

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