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Veto da União Europeia a carnes brasileiras coloca em risco US$ 2 bi ao ano

A carne bovina lidera as perdas financeiras com a nova restrição do bloco. Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,048 bilhão com o envio de 128 mil toneladas aos europeus —o terceiro destino do produto, atrás de China e Estados Unidos.

A venda de frango e mel também sofrerão impacto. As vendas de carne de frango renderam US$ 762 milhões (230 mil toneladas) em 2025, e as de mel somaram US$ 6 milhões (mil toneladas). O Brasil não exporta carne suína para o bloco, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

As exigências da UE

As exigências da UE contra o uso de antimicrobianos ocorrem desde 2019. O bloco proíbe substâncias como virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina para fins não terapêuticos, mas são utilizados porque estimulam o crescimento.

O Ministério da Agricultura proibiu alguns desses componentes em abril. Uma portaria vetou a importação, fabricação e uso de avoparcina e virginiamicina, mas os outros produtos seguem permitidos no país.

O país precisa banir os outros remédios ou adotar um sistema de rastreabilidade. A segunda opção é demorada e custosa, mas o Brasil poderá retomar as exportações assim que comprovar que os rebanhos não consomem as substâncias proibidas.

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