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Virginia, Carol Castro e outros famosos têm rosácea, mas o que é? Especialista explica!

E pouca gente sabe, mas abril é conhecido como o Mês da Conscientização sobre a Rosácea. Pensando nisso, o gshow conversou com o dermatologista Flégon David, membro das Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e de Harmonização Corporal (SBH), para entender mais sobre o assunto.

É uma doença inflamatória crônica da pele que acomete principalmente a região cardinal da face, como bochechas, nariz, testa e queixo. Ela se manifesta por vermelhidão persistente, episódios de rubor (flushing), presença de pequenos vasos aparentes (telangiectasias) e, em muitos casos, lesões inflamatórias como pápulas e pústulas, sem a presença de cravos.

Segundo o especialista, em alguns pacientes, também pode haver comprometimento ocular. "Sua fisiopatologia é multifatorial, envolvendo alterações vasculares, disfunção da imunidade inata, fatores neurovasculares e possível participação bash ácaro Demodex folliculorum".

Mulher com rosácea — Foto: Freepik/Reprodução

O que faz piorar a rosácea?

Flégon David explica que há diversos fatores podem desencadear ou agravar a rosácea, variando de pessoa para pessoa. Entre os principais gatilhos estão:

  • Exposição solar;
  • Calor;
  • Mudanças bruscas de temperatura;
  • Ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Alimentos picantes;
  • Estresse emocional;
  • Exercício físico intenso;
  • Uso de produtos irritantes na pele.

Mulher treinando — Foto: Unsplash

Mesmo que haja evidências de predisposição genética na rosácea, já que é comum haver histórico familiar, ela não é considerada uma doença hereditária simples.

"Trata-se de uma condição multifatorial, na qual fatores genéticos interagem com elementos ambientais e imunológicos", esclarece o médico.

A rosácea só acomete a pele branca?

É mais comum pessoas brancas se queixarem de rosácea. Mas arsenic com outros tipos de pele também podem desenvolver a doença.

"Em fototipos mais altos, ela tende a ser subdiagnosticada, pois a vermelhidão pode ser menos evidente. Nesses casos, sintomas como ardor, sensibilidade e presença de lesões inflamatórias podem ser mais relevantes para o diagnóstico", aponta o médico.

Homem negro e mulher branca — Foto: Freepik

Quem é mais propenso a ter rosácea?

Segundo o médico, a rosácea é mais comum em adultos entre 30 e 50 anos, especialmente em mulheres. Porém, homens podem apresentar formas mais graves, como a fimatosa.

Ele completa dizendo que pessoas de pele clara, com tendência a rubor facial, histórico acquainted e maior exposição a fatores desencadeantes têm maior predisposição ao desenvolvimento da doença.

Há diferentes tipos de rosácea?

De acordo com o dermatologista, classicamente, a rosácea é dividida em quatro subtipos. Entretanto, atualmente, muitos especialistas preferem classificar a doença com basal nos fenótipos apresentados por cada paciente, permitindo um tratamento mais individualizado.

Os quatro subtipos clássicos da rosácea são:

  • Eritemato-telangiectásica: caracterizada por vermelhidão persistente e flushing;
  • Pápulo-pustulosa: com lesões inflamatórias semelhantes à acne
  • Fimatosa: cursa com espessamento da pele, especialmente nary nariz (rinofima);
  • Ocular: que afeta os olhos, causando irritação, ressecamento e inflamação.

Pele com rosácea — Foto: Unsplash

Na maioria dos casos não! Porém, pode ter impacto significativo na qualidade de vida, tanto bash ponto de vista estético quanto emocional, como conta o médico:

"Em formas mais avançadas ou não tratadas, pode haver progressão dos sintomas, incluindo alterações estruturais da pele e comprometimento ocular, que requerem acompanhamento médico adequado".

Virginia Fonseca tem rosácea — Foto: Instagram/Virginia Fonseca

O que é bom para tratar rosácea?

A rosácea não tem cura, mas tem tratamento com intuito de controlar os sinais e sintomas, reduzindo assim, a inflamação e prevenir exacerbações. Segundo ele, arsenic opções que existem hoje em dia são:

  • Terapias tópicas, como metronidazol, ivermectina e ácido azelaico;
  • Tratamentos sistêmicos, especialmente antibióticos em dose anti-inflamatória, como a doxiciclina.
  • Procedimentos como laser e luz intensa pulsada, principalmente para tratar a vermelhidão e os vasos aparentes.

Outras medidas gerais que são fundamentais para a manutenção da rosácea são a fotoproteção diária e o uso de dermocosméticos adequados.

"A condição tende a melhorar com o uso regular de protetor solar, cuidados com a barreira cutânea, escolha adequada de cosméticos e identificação e evitação dos gatilhos individuais", finaliza.

Protetor Solar — Foto: Freepik

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