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Viúva de Charlie Kirk será convidada de Trump para discurso do 'Estado da União'; democratas levarão vítimas de Epstein

Erika Kirk, viúva do comentarista conservador Charlie Kirk, será a convidada de honra de Donald e Melania Trump no discurso do "Estado da União", que o presidente fará nesta terça (24), no Congresso.

O casal também levará a família de um dos guardas mortos em um ataque na cidade de Washington, no ano passado.

O "Estado da União" é uma tradição da política americana. Nela, o presidente apresenta ao Congresso um balanço do governo e as prioridades para o ano.

Os congressistas democratas, de oposição a Trump, também têm direito a levar convidados para o evento. Eles optaram por levar ao Capitólio vítimas de exploração sexual do bilionário americano Jeffrey Epstein, morto em 2019 e amigo próximo de Trump nos anos 1990 e 2000.

Pessoas presas irregularmente pelo serviço de imigração do país, o ICE, e mantidas em centros de detenção, também devem comparecer a convite da oposição.

Segundo a imprensa americana, Trump deve apostar em um discurso para animar a própria base eleitoral. A ideia é manter o apoio dos eleitores antes das eleições de meio de mandato.

  • Também conhecidas como “midterms”, as eleições estão marcadas para 3 de novembro.
  • Toda a Câmara será renovada. No Senado, um terço das cadeiras estará em disputa.
  • Atualmente, as duas Casas são controladas pelos republicanos, partido de Trump.
  • Pesquisas indicam que o governo pode perder ao menos uma delas. Esse cenário preocupa aliados do presidente.

A economia deve ser um dos principais temas do discurso. Pesquisa divulgada pela Associated Press aponta que 59% dos adultos americanos desaprovam as políticas econômicas do presidente. A principal preocupação dos eleitores é com os preços dos alimentos e da moradia.

Trump deve culpar o governo anterior, de Joe Biden, pelos atuais desafios econômicos. Na semana passada, o presidente afirmou que falaria sobre a “situação caótica” herdada ao assumir a Casa Branca em 2025.

“Será um discurso longo”, disse na segunda-feira (23). “Temos muito o que falar.”

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