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WhatsApp e 'chega pra lá' da Meta fazem Brasil virar campo de batalha da IA

"A decisão de banir a Luzia e todos os outros assistentes de IA generativa foi tomada de forma unilateral e vai contra a postura adotada por eles [Meta] nos últimos anos, nos quais incentivaram ativamente a nós e a outras empresas a criar produtos que operassem no WhatsApp."
Álvaro Martinez, CEO da Luzia

Os brasileiros são mais da metade dos 85 milhões de usuários da Luzia no mundo. O Zapia é usado por 6 milhões de pessoas, a maioria no Brasil, Colômbia, Argentina e México. Ainda que tenham apps e sites próprios, essas empresas têm no WhatsApp sua principal porta de entrada. Segundo Martínez, isso ocorre em "mercados onde as pessoas baixam menos aplicativos e usam menos interfaces na web".

"Para muitos usuários, experimentar uma IA pela primeira vez significou 'escrever para um contato no WhatsApp'."
Álvaro Martinez, CEO da Luzia

Para a Meta, "essa lógica parte do pressuposto de que o WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos".

O buraco é mais embaixo. Ao Cade, Luzia e Zapia tocam em um ponto caro a reguladores antitruste e difícil de contornar para a Meta: a noção de mercado relevante. Elas argumentam que, no mercado brasileiro de serviços de mensagens instantâneas, o WhatsApp é dominante —algo indiscutível— e que a Meta usa essa posição para dominar outro segmento, o de serviços e soluções de IA —algo aberto a debates.

Uma visão bem estreita do conceito de mercado relevante para redes sociais foi usado pela Justiça norte-americana para condenar a Meta por monopólio. Aqui no Brasil, o desdobramento do caso pode selar o destino de um forte canal de acesso à IA —e de algumas empresas.

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