Por Sandra Cohen
Especializada em temas internacionais, foi repórter, correspondente e editora de Mundo em 'O Globo'
Advertência contundente contra a soberania da ilha indica a confiança do presidente chinês nas negociações com o americano em Pequim.

Reunidos em Pequim, Trump e Xi defendem parceria de cooperação e competição equilibrada
Xi Jinping foi veemente no recado a Donald Trump, introduzindo o tema Taiwan logo no início da reunião de cúpula em Pequim. Se os EUA lidarem mal com a questão, os dois países entrarão “em uma situação extremamente perigosa”, advertiu. Em outras palavras, a independência da ilha é sinônimo de guerra.
O alerta de Xi transmitiu a confiança do presidente chinês como anfitrião de um encontro no qual ele se encontra em vantagem em relação ao americano, sobretudo porque tem o tempo a seu favor.
Trump precisa reverter o humor de seus eleitores, abalado pela alta de preços e a impopularidade da guerra no Irã, até novembro, a tempo das eleições de meio de mandato nos EUA. E Xi mostrou que não está disposto a baixar a guarda.
O presidente americano espera que o colega chinês use sua influência no Irã para agilizar uma solução para o conflito militar, que está sob um delicado cessar-fogo, mas têm impacto econômico com o bloqueio no Estreito de Ormuz. Pequim tem interesse em resolver o impasse na via marítima controlada pelo Irã no Golfo Pérsico, que prejudica suas exportações. Mas demonstra não ter tanta pressa quanto Washington.
Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em 14 de maio de 2026 — Foto: Reuters
Xi espera que Trump reduza as vendas de armas para a ilha autogovernada de 23 milhões de habitantes. No ano passado, o governo americano aprovou um pacote de US$ 11,1 bilhões (cerca de R$ 55,6 bilhões) e está finalizando outro de US$ 14 bilhões (R$ 70 bi).
O presidente chinês busca também uma mudança na retórica dos EUA em relação a Taiwan: em vez de dizer que não apoia a independência da ilha, declare que se opõe a ela — o que representaria uma reviravolta no tabuleiro geopolítico da região. Trump tem mandado sinais ambíguos, imprimindo mais tensão ao tema e temores entre aliados asiáticos, como Japão e Coreia do Sul.
Xi estabeleceu Taiwan como tema crucial. O presidente americano não respondeu publicamente ao alerta do líder chinês. Limitou-se a descrever com o repertório habitual suas impressões sobre as negociações com o país asiático. “Ótimo. Lugar fantástico. Incrível. A China é linda.”

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