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10 alimentos para NUNCA colocar no seu micro-ondas

Os micro-ondas são eletrodomésticos práticos e presentes na maioria das cozinhas modernas. No entanto, é preciso ter cuidado: aquecer ou cozinhar determinados itens no micro-ondas pode gerar vapores tóxicos, explosões ou até provocar incêndios. Além disso, alguns alimentos acabam perdendo seus nutrientes, ou até mesmo têm o sabor original alterado quando expostos a esse tipo de aquecimento rápido.

Para preservar sua segurança, a vida útil do aparelho e a qualidade da comida, é fundamental conhecer quais itens nunca devem ir ao micro-ondas. A seguir, o TechTudo lista 10 alimentos comuns nas casas brasileiras, mas que você jamais deve colocar no micro-ondas. Descubra os motivos de cada alerta e e, claro, quais são as formas mais seguras de aquecimento. Então, confira a lista e evite acidentes domésticos e riscos desnecessários.

 Arte/TechTudo Em hipótese alguma, aqueça esses alimentos para no seu micro-ondas — Foto: Arte/TechTudo

10 alimentos para NUNCA colocar no seu micro-ondas

Nem tudo vai no micro-ondas. Certos alimentos podem queimar, ficar com gosto esquisito ou até mesmo causar acidentes. Confira a seguir quais são os principais produtos para deixar longe do aparelho.

  1. Ovo inteiro
  2. Leite materno ou fórmulas
  3. Pimenta
  4. Molho densos (tomate, queijo)
  5. Óleo
  6. Carnes processadas
  7. Vegetais folhosos
  8. Cenoura
  9. Frutas com casca dura
  10. Arroz e massas guardados por muito tempo

Nem todo mundo sabe disso, mas ovos com casca não combinam com micro-ondas. O interior de um ovo cru ou cozido esquenta muito rápido sob micro-ondas, e isso gera alta pressão de vapor dentro da casca, o que é uma combinação perigosa. Como esse vapor não consegue escapar, o resultado é uma explosão dentro do aparelho, ou até fora dele, caso alguém tente descascar o ovo imediatamente após o aquecimento.

O estouro, que costuma ser violento, pode sujar todo o micro-ondas e causar queimaduras sérias. Portanto, nunca aqueça ovos inteiros (com casca) no micro-ondas. Se precisar cozinhar um ovo, faça pelo método tradicional em água fervente ou utilize técnicas específicas para micro-ondas, como quebrar o ovo em um recipiente próprio e furar a gema antes de aquecer, sempre em curtos intervalos para evitar acidentes.

 Reprodução/Freepik Ovos com casca não podem ir ao micro-ondas — Foto: Reprodução/Freepik

2. Leite materno ou fórmulas

Mamadeiras não devem ir ao micro-ondas, especialmente com leite materno ou fórmula infantil. O aquecimento desigual promovido pelo micro-ondas pode criar pontos extremamente quentes no líquido, um risco de queimadura para o bebê. Além disso, nunca aqueça mamadeiras com bico tampado no micro-ondas, pois a pressão interna pode entupir o bico e causar uma pequena explosão. A forma recomendada e segura de aquecer tanto o leite materno ordenhado quanto as fórmulas é usar o bom e velho banho-maria (colocando a mamadeira em um recipiente com água quente) e mexer bem o líquido para uniformizar a temperatura.

Esquentar pimentas no micro-ondas é pedir problema. Pimentas como jalapeño, malagueta ou dedo-de-moça contêm capsaicina em abundância, composto responsável pela ardência. Quando vão ao micro-ondas, a capsaicina evapora e se espalha no ar em forma de vapor irritante, parecido com um gás de pimenta mesmo. Ao abrir a porta do micro-ondas, esse gás pode causar ardência intensa nos olhos, nariz, boca e pele, provocando tosse e irritação imediata.

Há relatos de pessoas que tiveram verdadeiras crises de tosse e lágrimas após “inalar” o ar de um micro-ondas onde pimentas foram aquecidas. Como se não bastasse, as pimentas podem pegar fogo lá dentro se superaquecerem. Ou seja, além do “spray de pimenta” acidental, existe risco de incêndio dentro do aparelho. O melhor é evitar totalmente esse método: se precisar tostar ou aquecer pimentas, opte pelo fogão convencional, onde é possível controlar melhor a liberação de vapores e a temperatura.

 Freepik Pimentas também não combinam com micro-ondas — Foto: Imagem: Freepik

4. Molhos densos (tomate, queijo)

Cuidado ao aquecer líquidos muito espessos no micro-ondas, como molho de tomate caseiro, polpa de tomate concentrada, creme de queijo ou outros molhos grossos. Esses alimentos tendem a formar bolhas de vapor internas quando aquecidos rapidamente. O resultado? Pequenas explosões dentro do recipiente, que podem espalhar molho por todo o interior do micro-ondas. Quem já tentou esquentar molho de tomate sem tampa sabe a sujeira vermelha que fica nas paredes do forno. Mesmo cobrindo o recipiente, a pressão pode se acumular e provocar estouros ou respingos ao remover a tampa.

Molhos muito oleosos, como certos molhos de queijo ou cremes pesados, também aquecem de forma irregular, podendo ficar frios em cima e superquentes no fundo, aumentando o perigo de queimadura na primeira colherada. Para evitar esses problemas, prefira aquecer molhos densos no fogão, em fogo baixo e mexendo sempre. Se for indispensável usar o micro-ondas, utilize um recipiente próprio com tampa ventilada e pare o aquecimento a cada 30 segundos para mexer o conteúdo.

Diferentemente da água, o óleo (seja óleo vegetal, azeite ou manteiga derretida) não aquece de maneira uniforme nas micro-ondas e pode atingir temperaturas altíssimas em poucos instantes, apresentando sério risco de explosão ou incêndio. Óleos e gorduras são substâncias inflamáveis e, no micro-ondas, podem ultrapassar seu ponto de fumaça rapidamente, entrando em combustão. Além disso, como não há água para absorver a energia das micro-ondas, o aparelho pode sobrecarregar ou o recipiente pode estourar com o calor acumulado.

Lembre-se de que o micro-ondas não foi feito para frituras. Se você colocar óleo lá dentro esperando esquentá-lo ou fritar algo, pode acabar com o interior do forno pegando fogo. Diversos fabricantes alertam que nunca se deve usar o micro-ondas para aquecer óleo isoladamente. Em vez disso, recorra ao fogão para qualquer processo que envolva óleo quente, garantindo mais controle de temperatura.

Evite reaquecer salsichas, linguiças, bacon e outros embutidos no micro-ondas. Esses alimentos contêm conservantes e passam por processamento industrial. Algumas carnes processadas ricas em nitrato podem desenvolver compostos potencialmente cancerígenos se expostos ao aquecimento rápido e irregular do micro-ondas. Além do aspecto químico, há a questão do cozimento não uniforme: uma salsicha no micro-ondas pode ficar estourada nas pontas e fria no centro, por exemplo.

 Reprodução/Getty Images Evite reaquecer salsichas, linguiças, bacon e outros embutidos no micro-ondas. — Foto: Reprodução/Getty Images

Desse modo, a distribuição desigual de calor não só prejudica a textura como também pode ser arriscada caso a carne não aqueça o suficiente em alguma parte. Partes mal aquecidas podem abrigar bactérias, enquanto partes superaquecidas podem carbonizar e criar compostos indigestos. Para aquecer ou cozinhar embutidos, o ideal é usar métodos convencionais: no fogão, grelha ou forno, onde o calor se distribui de forma mais uniforme.

Embora pareçam inofensivas, cenouras cruas podem sim provocar faíscas no micro-ondas em algumas situações. Isso acontece porque o vegetal contém minerais naturais absorvidos do solo, como ferro e magnésio, que podem interagir com as ondas eletromagnéticas e gerar descargas internas (arcos elétricos). Esse efeito não é comum, mas já foi registrado em testes e relatos.

Outro ponto de atenção é que cenouras inteiras ou em pedaços grandes podem aquecer de forma desigual, acumulando vapor em seu interior. Isso pode levar a rachaduras ou pequenos estalos, embora não seja frequente uma “explosão” como acontece com ovos, por exemplo. Para aquecer cenouras com segurança, o ideal é cortá-las em pedaços menores, acrescentar um pouco de água em um recipiente próprio para micro-ondas e cobrir levemente o prato ou pote. Assim, o calor se distribui melhor e o risco de faíscas ou estalos é reduzido.

Folhas verdes como espinafre, couve, alface e rúcula não devem ir ao micro-ondas. A qualidade culinária fica comprometida – folhas verdes murcham e perdem a textura crocante quando aquecidas no micro-ondas. Outro ponto é que certos vegetais podem soltar faíscas no micro-ondas devido aos minerais presentes, semelhante ao caso das cenouras. Folhas de tonalidade verde-escura (como couve e espinafre) têm altos níveis de ferro e outros metais naturais, que atuam como “mini-antenas” refletindo as micro-ondas e causando efeitos de arco elétrico (faíscas) dentro do aparelho. Para evitar todos esses problemas, o melhor é cozinhar verduras de folha no vapor ou refogá-las rapidamente no fogão.

Frutas inteiras com casca grossa não devem ir ao micro-ondas de jeito nenhum. Isso inclui maçãs, peras, bananas com casca, e até frutas cítricas ou de casca rígida. O problema é que a casca funciona como uma camada selada que impede a saída do vapor interno, levando a potenciais estouros durante o aquecimento. Tentar esquentar uma maçã inteira, por exemplo, pode resultar em uma rachadura repentina que espalha polpa quente pelo aparelho.

 Reprodução/Freepik Frutas não são a melhor escolha para aquecer no micro-ondas — Foto: Reprodução/Freepik

Além do risco de explosão, o calor excessivo destrói as enzimas naturais das frutas e altera completamente o sabor e a textura. Se por algum motivo você precisar aquecer uma fruta (por exemplo, amolecer uma goiaba dura ou esquentar uma banana para uma receita), sempre retire a casca e corte em pedaços menores, dispondo-os em um prato coberto com papel toalha úmido para reter a umidade. Ainda assim, cuidado e supervisão são recomendados. De modo geral, frutas devem ser consumidas cruas, geladas ou em preparações apropriadas, mas longe do micro-ondas.

10. Arroz e massas guardados por muito tempo

Sobras de arroz e macarrão exigem cuidados especiais antes de serem reaquecidas. O arroz cozido, em particular, pode oferecer risco se não for armazenado corretamente, pois pode conter esporos da bactéria Bacillus cereus. Esses esporos sobrevivem ao cozimento e, se o alimento permanecer por muito tempo em temperatura ambiente, podem se multiplicar e produzir toxinas resistentes ao calor, responsáveis por intoxicações alimentares.

Reaquecer o arroz no micro-ondas não elimina essas toxinas. Por isso, se o alimento ficou várias horas fora da geladeira, o risco de contaminação já existe, mesmo após o aquecimento. Os sintomas vão de náuseas e vômitos a diarreia, condição popularmente chamada de “síndrome do arroz frito”. Situações semelhantes podem ocorrer com massas. Há registros de casos graves associados ao consumo de macarrão armazenado de forma inadequada por vários dias.

Com informações de Choice, Food Republic

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