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15 filmes que custaram pouco, mas surpreenderam e viraram grandes sucessos

Filmes com baixo custo de orçamento nem sempre são sinônimos de péssimas produções. O que não falta na indústria da sétima arte são obras que, mesmo com recursos limitados, oferecem histórias criativas, intrigantes e inovadoras que costumam superar titulos com grandes orçamentos de Hollywood. É o caso dos sucessos A Bruxa de Blair (1999), Invasão Zumbi (2016), Pequena Miss Sunshine (2006) e Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022). Esses e outros longas estão presentes em streamings como a Netflix, Amazon Prime Video e HBO Max.

Essas obras não só fizeram altos rendimentos em bilheteria, como também conquistaram fãs fiéis e figuraram em importantes premiações, como o Oscar. Para ficar por dentro das produções mais "humildonas" e não menos potentes do cinema, o TechTudo preparou para você uma lista com 15 filmes que mostram a qualidade superando a questão monetária. Além dos orçamentos, cada dica possui informações do enredo, elenco, notas e onde assistir.

 Reprodução/ Globo "Ainda Estou Aqui" de Walter Salles concorreu a três categorias no Oscar, mesmo com baixos orçamentos — Foto: Reprodução/ Globo

Gosta de filmes mais "humildes"? Então confira:

  1. Invasão Zumbi (2016)
  2. Halloween (1978)
  3. Hereditário (2018)
  4. Cubo (1997)
  5. Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022)
  6. Terrifier (2016)
  7. Juno (2007)
  8. Pequena Miss Sunshine (2006)
  9. Rastro da Maldade (2015)
  10. Moonlight (2016)
  11. A Bruxa de Blair (1999)
  12. Godzilla: Minus One (2023)
  13. Atividade Paranormal (2007)
  14. Rocky (1976)
  15. Ainda Estou Aqui (2023)

A Coreia do Sul mostrou que bons filmes de mortos-vivos não são exclusividade de Hollywood com o lançamento de Invasão Zumbi. Ainda que tenha tudo que filmes caros do gênero possuem (hordas de figurantes, cenários devastados e efeitos especiais), o longa do diretor Yeon Sang-ho (Revelações) custou apenas US$ 8.5 milhões (R$ 46.1 milhões, em conversão atual do dólar). Bem maior foi o retorno financeiro, apurado em US$ 92.7 nas bilheterias mundiais (cerca de R$ 503 milhões). O longa também gerou outras duas produções: a animação Seoul Station (2016) e Invasão Zumbi 2: Península (2020). O longa tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 7,6 no IMDB.

Disponível na Netflix, o filme acompanha a viagem de trem de Seok-woo, um executivo viciado em trabalho, junto com sua filha Su-an, uma garotinha que se sente esquecida pelo pai. O trajeto é interrompido por uma horda inesperada de zumbis. Seok-woo precisa salvar sua filha, ao mesmo tempo que tenta ser menos egoísta com os demais sobreviventes. O filme conta com o elenco de Gong Yoo (Round 6), Jung Yu-mi (Amor Entre Inimigos), Ma Dong-seok (Força Bruta) e Kim Su-an (A Little Princess).

 Reprodução/IMDb Invasão Zumbi é filme famoso sobre a temática apocalíptica — Foto: Reprodução/IMDb

2. Halloween - A Noite do Terror (1978)

Filmes de terror de baixo orçamento carregam a má fama de serem toscos e canastrões. Nenhuma dessas características, entretanto, se aplicam a Halloween - A Noite do Terror. O terceiro longa do diretor John Carpenter (Enigma de Outro Mundo) custou, em sua época, cerca de US$ 300 mil – com as correções de inflação, o valor atual em reais é de R$ 8 milhões. O dinheiro era tão curto que a máscara do vilão Michael Myers foi comprada em uma loja por U$ 2 e os atores traziam a roupa de casa, pois não havia figurino. O longa tem 97% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 7,7 no IMDB.

Porém, a história de um assassino precoce que persegue implacavelmente a estudante e babá Laurie Strode foi tão bem aceita entre o público e crítica que o filme rendeu cerca de US$ 70 milhões (R$ 1.882 bilhão, considerando inflação e conversão atual) nas bilheterias mundiais, além de uma franquia com mais de 10 filmes. O longa também ajudou a revelar o talento da atriz Jamie Lee Curtis (Sexta-Feira Muito Louca), intérprete de Laurie, fazendo da então jovem de 22 anos uma grande estrela do cinema. Hoje, pode ser assistido no Looke.

 Divulgação/IMDb Halloween- A Noite do Terror projetou a carreira da atriz Jamie Lee Curtis — Foto: Divulgação/IMDb

Quem conhece a fundo a produtora A24 sabe que seus filmes, até o final da década de 2010, não possuíam grandes financiamentos e, muito menos, alta bilheteria. Essa realidade foi parcialmente mudada com o lançamento de Hereditário, longa de estreia do diretor Ari Aster. Custando apenas US$ 10 milhões (R$ 54 milhões), o filme de drama e horror obteve aproximadamente US$ 88 em bilheteria (R$ 476 milhões), além de muitos elogios entre a crítica e público.

Presente na HBO Max, a história é centrada na família de Annie Graham, que está em luto pela perda de sua mãe. Ela tenta seguir a vida ao lado do esposo Steve e seus filhos Peter e Charlie. Mas uma estranha presença maligna atormenta a vida de todos na casa, especialmente a caçula Charlie. Com Toni Collette (O Sexto Sentido), Gabriel Byrne (Stigmata) e Alex Wolff (Pig) no elenco, o longa arrecadou nota 7,3 no IMDb e aprovação de 90% (selo "fresh") no Rotten Tomatoes.

 Reprodução/IMDb A atriz Toni Collette interpreta uma dona de casa atormentada por uma influência maligna em Hereditário — Foto: Reprodução/IMDb

Vincenzo Natali (Campo do Medo) só precisou de 350 mil dólares canadenses para dirigir um filme de ficção científica que se tornou cult até hoje entre os fãs do gênero. Cubo dribla os poucos recursos que tem com uma história intrigante e criativa. Um grupo de pessoas é mantida presa em uma prisão cheia de armadilhas e onde as celas se movimentam periodicamente. Com algumas noções intermediárias de matemática, eles descobrem formas de trocar de cela até chegarem à saída. Entretanto, os conflitos internos dificultarão o objetivo.

Estrelado por Nicole de Boer, Nicky Guadagni (Casamento Sangrento), David Hewlett (Stargate Atlantis) e Maurice Dean Wint (The Last of Us), o longa canadense chegou a fazer US$ 9 milhões mundialmente (cerca de R$ 98 milhões, considerando a inflação). Não parece muito, mas foi o suficiente para transformar Cubo em uma franquia com três sequências e um remake no Japão. No IMDb, o filme recebeu nota 7,1 entre os usuários. Já entre a crítica, a aprovação ficou em 63%.

 Reprodução/IMDb O Cubo apresenta um labirinto lotado de perigos — Foto: Reprodução/IMDb

5. Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022)

Só o trailer de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo dá a impressão de que este é um filme que gastou centenas de milhões só em feitos especiais. Mas o segundo longa da dupla de diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert (Um Cadáver Para Sobreviver) custou algo entre US$ 14 a US$ 25 milhões; algo irrisório quando se fala em filmes sobre multiverso e com os astros Michelle Yeoh (Wicked), Ke Huy Quan (Loki) e Jamie Lee Curtis no elenco.

A história presente no catálogo da HBO Max acompanha os conflitos existênciais da sino-americana Evelyn Wong, dona de lavanderia e chefe do lar que, durante uma audição fiscal, recebe uma mensagem de uma versão alternativa de seu marido. Agora, Evelyn é a principal responsável por conter uma ameaça do multiverso que pode arrasar sua existência. Para além das médias de 7,8 no IMDb e 93% (selo "fresh") no Rotten Tomatoes, o longa ainda ganhou sete das onze indicações ao Oscar, incluindo a estatueta de Melhor Filme.

 Reprodução/CNN Brasil Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo teve 11 indicações ao Oscar de 2024, vencendo sete categorias — Foto: Reprodução/CNN Brasil

Terrifier (ou Aterrorizante, no Brasil) tinha tudo para ser um filme B de horror slasher entre os trocentos lançados anualmente. Mas as cenas convincentes de desmembramentos e assassinatos, junto com os relatos de vômitos e desmaios nas salas de cinema, fizeram o filme atiçar a curiosidade de milhões de fãs de terror. Feito com um orçamento de US$ 35 mil (R$ 189 mil), o filme do diretor e maquiador Damien Leone conquistou US$ 421 mil em bilheteria mundial (R$ 2.28 milhões).

Os atores Jenna Kanell (The Bye Bye Man), Samantha Scaffidi (Demon Hole) e David Howard Thornton (Screamboat - Terror a Bordo) protagonizam uma história simples, mas extremamente sangrenta. Duas jovens passam a ser assediadas por um palhaço mudo chamado Art (Thornton).Quando este se revela um assassino sanguinário, as amigas deverão fazer de tudo para sobreviver. Todos os filmes da franquia Terrifier estão no Amazon Prime Video. As médias são de 5,5 no IMDb e 63% de aprovação no RT.

 Reprodução/IMDb Terrifier estrelado por David Howard Thornton no papel do antagonista Art, O Palhaço — Foto: Reprodução/IMDb

Numa época em que as comédias adolescentes orbitavam entre piadas sexuais e romances de colégio, Juno conquistou o Oscar de Melhor Roteiro ao abordar, de forma leve, um tema ainda tabu em todo o mundo: a gravidez na adolescência. O diretor Jason Reitman (Tully), junto com a roteirista iniciante e ex-stripper Diablo Cody (Garota Infernal), conseguiu esse feito com um mirrado orçamento de US$ 6.5 milhões (R$ 54 milhões, em conversão atual considerando inflação). Em compensação, o longa arrecadou US$ 232 milhões (R$ 1.9 bilhão, considerando inflação).

O orçamento foi suficiente para bancar a presença de Elliot Page (numa fase pré-transição), Michael Cera (Superbad), Jennifer Garner (Elektra), Jason Bateman (Ozark) e J. K. Simmons (Whiplash). A história orbita em torno de Juno MacGuff (Page), uma garota culta de 16 anos que engravida do namorado, o atleta Paulie Bleeker (Cera). Incapaz de cuidar da criança, Juno decide entregá-la para adoção ao casal Vanessa (Garner) e Mark Loring (Bateman), que apesar de dispostos a aceitarem o bebê, passam por uma crise no relacionamento. Presente no Amazon Prime Video, o longa possui 7,4 e 93% no IMDb e RT (selo "fresh").

 Reprodução/The Movie Database Juno rendeu US$ 232 milhões nas bilheterias mundiais — Foto: Reprodução/The Movie Database

8. Pequena Miss Sunshine (2006)

No ano seguinte ao lançamento de Juno, um outro filme indie conquistou o coração do público com uma tragicomédia pouco antes vista no cinema. Dirigido pela dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris (Ruby Sparks - A Namorada Perfeita) e presente no Disney+, Pequena Miss Sunshine tem a história focada em uma família onde os adultos da casa sofrem questões de depressão, falsidade, uso de drogas e fracasso profissional. Mas todos eles estão unidos quando Olive, uma menina ingênua e otimista, é selecionada para participar de um concurso infantil de beleza.

Com apenas US$ 8 milhões de orçamento (aproximadamente R$ 65 milhões em conversão atual e com valores corrigidos), Dayton e Faris conseguiram bancar a presença dos astros Greg Kinnear (Melhor é Impossível), Toni Collette, Steve Carell (The Office) e Alan Arkin (Argo), sem contar a presença dos emergentes Paul Dano (The Batman) e Abigail Breslin (Zumbilândia). Em contrapartida, a produção recebeu US$ 101 milhões (R$ 820 milhões, em conversão e correção atual). Miss Sunshine ainda recebeu quatro indicações ao Oscar, nota 7,8 no IMDb e 91% no RT (selo "fresh").

 Divulgação/Fox Searchlight Pictures Pequena Miss Sunshine é um filme aclamado pelo público e a crítica — Foto: Divulgação/Fox Searchlight Pictures

9. Rastro da Maldade (2015)

É difícil de acreditar que um filme com Kurt Russell (Monarch: Legado de Monstros), Patrick Wilson (franquia Invocação do Mal), Matthew Fox (Lost), David Arquette (Pânico), Lili Simmons (Banshee) e Sean Young (Blade Runner) tenha custado somente US$ 1.8 milhões (R$ 9.7 milhões). Mas essa foi a proeza de S. Craig Zahler (Justiça Bruta) ao dirigir o longa Rastro da Maldade. O western de horror e drama, que hoje pode ser visto no Prime Video, fez pouco em bilheteria (US$ 475 mil). Por outro lado, conquistou um séquito mundial de fãs fiéis graças ao streaming.

Na década de 1890, o bandido Purvis (Arquette) atrai um grupo de indígenas trogloditas para um pequeno vilarejo após profanar um cemitério sagrado. Depois que o grupo de nativos rapta Purvis, uma enfermeira e um policial, um quarteto embarca numa viagem para socorrer as vítimas. Entre eles, está Arthur O'Dwyer (Wilson), marido da enfermeira que, mesmo machucado, insiste em participar da jornada. O longa recebeu 91% de aprovação (selo "fresh") e nota 7,1 no IMDb.

 Reprodução/The Movie Database Mesmo com um elenco de astros, Rastro da Maldade custou menos de US$ 2 milhões — Foto: Reprodução/The Movie Database

10. Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016)

O diretor Barry Jenkins (Underground Railroad) só precisou de US$ 1.5 milhão para realizar Moonlight: Sob a Luz do Luar, filme que literalmente tirou a estatueta do favorito La La Land: Cantando Estações (que custou US$ 30 milhões) no Oscar de 2017. Baseado no romance semibiográfico do autor Tarell Alvin McCraney, o enredo é centrado na infância, adolescência e vida adulta de Chiron, um rapaz negro que busca manter o controle de sua vida, mesmo com os sofrimentos de seu cotidiano.

O filme está no catálogo do Amazon Prime Video. O elenco principal contou com Trevante Rhodes (Bird Box), André Holland (The Actor), Naomie Harris (Extermínio), Janelle Monáe (Estrelas Além do Tempo) e Mahershala Ali (O Mundo Depois de Nós). Além do Oscar, o longa rendeu em bilheteria mundial US$ 65.2 milhões (R$ 352 milhões). O título ainda obteve 98% de aprovação no Rotten Tomatoes (selo "fresh") e nota 7,4 no IMDb.

 Divulgação/A24 O aclamado filme Moonlight está disponível no HBO Max e Prime Video — Foto: Divulgação/A24

11. A Bruxa de Blair (1999)

Essas história muitos cinéfilos já conhecem. Os diretores iniciantes Daniel Myrick e Eduardo Sánchez convidaram os atores igualmente novatos Heather Donahue, Michael C. Williams e Joshua Leonard para gravar um filme de terror onde um grupo de jovens cineastas que gravam um documentário sobre uma lenda urbana e são perseguidos por forças sobrenaturais. A aposta inicial foi de apenas US$ 200 mil, incluindo os custos de pós-produção, etapa mais cara do que a filmagem.

Apoiado em um marketing viral numa época pré-redes sociais, A Bruxa de Blair arrecadou mundialmente quase US$ 250 milhões. O impacto cultural foi tão grande que o estilo found footage da obra passou a ser imitada em diversas outras produções seguintes. Isso sem contar as pessoas que até hoje acreditam que a história do filme é real. Atualmente, a obra está disponível no Prime Video. As médias são de 86% no RT (selo "fresh") e média 6,5 no IMDb.

 Reprodução/Movieclips. Editado por Jonathan Firmino A Bruxa de Blair contou com um investimento de US$ 200 mil — Foto: Reprodução/Movieclips. Editado por Jonathan Firmino

12. Godzilla: Minus One (2023)

O lagarto radioativo mais amado da cultura asiática recebeu um rebranding em 2023, após o lançamento de Godzilla: Minus One. O longa dirigido por Takashi Yamazaki (Zero Eterno) dessa vez investe em um drama de época localizado no Japão, anos após o lançamento das bombas nucleares em Hiroshima e Nagasaki. A sequela desse evento trágico vem na forma de uma criatura mastodôntica que, se não for parado, pode devastar por completo toda a capital Tóquio.

Comparado a outros filmes da lista, Godzilla: Minus One é um pouquinho mais caro; seu orçamento está em aproximadamente US$ 15 milhões (R$ 81 milhões). Por outro lado, o filme estrelado por Ryunosuke Kamiki (Ranman), Minami Hamabe (Silent Love), Yuki Yamada (Tokyo Revengers) conquistou US$ 113 milhões (R$ 614milhões), além do Oscar de Melhores Efeitos Especiais. Minus One possui 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 7,9 entre os usuários do IMDb.

 Divulgação/IMDb Godzilla: Minus One (2023) reconta a história da primeira aparição do monstrão japonês — Foto: Divulgação/IMDb

13. Atividade Paranormal (2007)

Um dos filmes que seguiu a onda do found footage após o lançamento de A Bruxa de Blair foi Atividade Paranormal. Ironicamente, o filme dirigido por Oren Peli (Área 51) possui o mesmo valor de produção do longa de 1999. Por outro lado, seu rendimento nas bilheterias foi de "apenas" US$ 194.2 milhões (R$ 1.050 bilhão), valor abaixo dos quase US$ 250 milhões de Blair. Outra semelhança é a escolha de atores iniciantes, desta vez sendo Katie Featherston e Micah Sloat.

Katie e Micah emprestam seus nomes em versões ficcionalizadas. No enredo, Katie passa a morar junto com Micah, mas ela o alerta que sofre com perseguições sobrenaturais desde a infância. O rapaz decide então espalhar câmeras por toda a casa, e o que eles captam é terrivelmente preocupante. O primeiro capítulo da franquia está no catálogo do Prime Video. As médias no IMDb e Rotten são de 6,3 e 83% (selo "fresh").

 Reprodução/IMDb Atividade Paranormal mostra um casal que é perturbado por presença demoníaca na casa — Foto: Reprodução/IMDb

14. Rocky, um Lutador (1976)

Na década de 1970, os filmes blockbusters não custavam uma fração dos valores de hoje. Entretanto, Rocky, um Lutador possuía um orçamento modesto em comparação aos demais títulos contemporâneos. O longa dirigido por John G. Avildsen (Karatê Kid - A Hora da Verdade) e estrelado e roteirizado por Sylvester Stallone (franquia Rambo) custou somente US$ 1 milhão (cerca de R$ 30 milhões, considerando a correção e conversão atual).

O grande trunfo está na história escrita por Sly. Vemos um cobrador de dívidas da máfia que encontra no boxe uma forma de superar a pobreza e as adversidades. Sua chance de se destacar está numa luta contra Apollo Creed, uma estrela em ascensão no esporte. Sucesso nas bilheterias e no Oscar (com três estatuetas obtidas), o filme recebeu US$ 225 milhões em vendas mundiais (R$ 6.9 bilhões, em correção e conversão atual). Presente no Prime Video, o filme possui média 8,1 no IMDb e 93% de aprovação no RT.

 Reprodução/IMDb Rocky, um Lutador teve roteiro escrito por Sylvester Stallone — Foto: Reprodução/IMDb

15. Ainda Estou Aqui (2024)

Não podemos deixar de falar de uma das grandes sensações do cinema brasileiro no ano passado, e que também conquistou plateias mundo afora. Ainda Estou Aqui teve o orçamento mais baixo entre as obras selecionadas para o Oscar 2025. O valor real de custo é incerto, embora tenha sido especulado algo em torno de US$ 1,5 milhões. Por outro lado, o título recebeu mundialmnente US$ 36.1 milhões em bilheteria (R$ 195 milhões, em conversão atual).

Vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz, Fernanda Torres interpreta Eunice Paiva, esposa do arquiteto e ex-político Rubens Paiva. Em 1970, Rubens foi chamado para um interrogatório militar e nunca mais retornou. Abalada pelo fato, Eunice realiza uma busca incansável pelo marido. Com Selton Mello (A Mulher Invisível), Fernanda Montenegro (O Auto da Compadecida) e Walter Salles (central do Brasil) na direção, Ainda Estou Aqui recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em pleno carnaval. As médias são de 8.2 e 97% no IMDb e Rotten Tomatoes.

 Divulgação/Sony Pictures Releasing Ainda Estou Aqui: o sucesso do cinema brasileiro estrelado por Fernanda Torres será lançado na plataforma Globoplay — Foto: Divulgação/Sony Pictures Releasing

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