Alguns filmes bregas, apesar de receberem esse rótulo, são amados pelo público. Dentro da sétima arte, o conceito se aplica a obras excessivamente sentimentais, atuações canastronas ou picos dramáticos que mais causam risos involuntários do que emoções. Apesar de serem duramente criticadas pela imprensa especializada, essas obras passam a ser abraçadas pelo público que se identifica com a proposta, e por isso, estã em pelo em streamings como Netflix, HBO Max e Amazon Prime Video.
Os exemplos mais significativos dessa abordagem são filmes como Crepúsculo (2008), Cinquenta Tons de Cinza (2015), Jogos Vorazes (2012), entre outros, que podem ser assistidos online. Confira a seguir uma lista com os 15 filmes que são uma breguice completa, mas que são amados por um grande número de fãs.
Inspirado em Crepúsculo, Cinquenta Tons de Cinza aposta num romance erótico "soft" que flerta com o melodrama — Foto: Reprodução/The Movie Database Adora assistir uma farofa no streaming? Então conifra a lista de indicações a seguir.
- Batman e Robin (1997): o Homem-Morcego se une ao aprendiz Robin e uma nova integrante, a Batgirl, para derrotar os vilões Sr. Frio, Hera Venenosa e Bane. Ação, super-herói.
- Os Aventureiros do Bairro Proibido (1984): um caminhoneiro adentra no submundo de Chinatown para derrotar um antigo feiticeiro chinês. Ação, comédia.
- Cinquenta Tons de Cinza (2015): uma universitária se apaixona por um milionário que possui um gosto peculiar por submissão. Romance erótico.
- Crepúsculo (2008): o romance entre Bella, uma adolescente de 17 anos, e Edward, um vampiro com mais de 100 anos de idade. Romance.
- Top Gun - Ases Indomáveis (1987): Maverick, um piloto arrogante e inconsequente da Marinha, se apaixona pela instrutora de voo. Ação, romance.
- Lua de Cristal (1990): Maria das Graças, uma jovem vinda do interior, busca realizar seu sonho de ser uma cantora famosa e encontrar um príncipe encantado. Musical, romance.
- Superman: O Filme (1978): O Homem de Aço precisa impedir os planos ambiciosos do magnata Lex Luthor. Ação, super-herói.
- Rambo 2: A Missão (1985): John Rambo, um veterano da Guerra do Vietnã, retorna ao país asiático para resgatar soldados americanos presos. Ação.
- Como Se Fosse a Primeira Vez (2004): um veterinário marinho se apaixona por uma mulher com problemas de memória.
- As Patricinhas de Beverly Hills (1995): uma patricinha adolescente lida com problemas superficiais na escola, mas complicados no amor. Comédia romântica.
- Crash: No Limite (2004): a vida de diferentes pessoas em Los Angeles é marcada por atos de intolerância e preconceito. Drama.
- O Guarda-Costas (1992): uma cantora popstar perseguida por um stalker é protegida por um ex-segurança presidencial. Drama, romance.
- Mamma Mia! (2008): após anos sem conhecer o pai, uma jovem convida três ex-namorados da sua mãe para seu casamento. Musical, comédia romântica.
- Barbie (2023): adaptação da boneca mais famosa da Mattel, onde uma Barbie superficial busca sentido para sua existência. Musical, comédia.
- Jogos Vorazes (2012): num mundo distópico e violento, dois jovens encabeçam uma revolta contra o sistema. Ação, romance.
No enredo de Batman & Robin, os agora parceiros Bruce Wayne e Dick Grayson contam com a chegada de uma terceira integrante, Barbara Wilson, para combater os planos de destruição de Gotham comandados pela tóxica Hera Venenosa e pelo gélido Senhor Frio. George Clooney (ER: Plantão Médico), Chris O'Donnell (Perfume de Mulher) e Alicia Silverstone (Bugonia), Arnold Schwarzenegger (F.U.B.A.R.) e Uma Thurman (Kill Bill) participam do longa.
De tanto aparecer em lista de piores filmes da história do cinema, nem é difícil de imaginar Batman & Robin na lista dos longas mais bregas já feitos. Sua cafonice está na estética exagerada, usos de efeitos sonoros de desenho animado na hora da ação, uniformes que valorizavam músculos, glúteos e mamilos, além das centenas de trocadilhos de Arnold Schwarzenegger sobre frio, que fazem desta obra uma sucessora espiritual da lisérgica série de TV dos anos 1960. Hoje o longa virou uma peça cult justamente por ter dado uma volta em torno da sua inferioridade e se tornar bom.
- Gênero: ação, super-herói
- Direção: Joel Schumacher (Um Dia de Fúria)
- Notas: 3,8 no IMDb e 11% no Rotten Tomatoes
- Onde assistir: Amazon Prime Video e HBO Max
Batman & Robin, de Joel Schumacher, exagera na dose da canastrice e efeitos estéticos cafonas — Foto: Reprodução/The Movie Database 2. Os Aventureiros do Bairro Proibido (1984)
Estrelado por Kurt Russell (Monarch: Legado de Monstros), Kim Cattrall (Sex and the City), Dennis Dun (O Príncipe das Sombras) e James Hong (franquia Kung Fu Panda), Os Aventureiros do Bairro Proibido é protagonizado por Jack Burton, um caminhoneiro fanfarrão que ajuda o amigo Wang Chi a reencontrar sua noiva. Tudo leva a crer que a mulher foi sequestrada por David Lo Pan, um antigo feiticeiro chinês que governa um submundo mágico no interior de Chinatown, em San Francisco (EUA).
Conhecido pelas obras de terror e ficção científica mais viscerais e sangrentas, como Halloween (1978) e O Enigma de Outro Mundo (1982), o cineasta John Carpenter resolveu investir na ação mais aventuresca e cômica com Os Aventureiros do Bairro Proibido. Apesar de divertida e icônica até hoje, o longa exagera tanto no misticismo asiático e nos estereótipos de artes marciais que chega a ser quase racista em alguns momentos, sem contar a canastrice do vilão principal David Lo Pan e seus capangas (como Thunder, capaz de inflar o corpo quando fica com raiva).
- Gênero: ação, comédia, fantasia
- Direção: John Carpenter
- Notas: 7,2 no IMDb e 71% no Rotten Tomatoes (selo "fresh")
- Onde assistir: Disney+
Diferente de outras obras de John Carpenter, Aventureiros do Bairro Proibido aposta numa ação com comédia que rende momentos exagerados na atuação e visual — Foto: Reprodução/The Movie Database 3. Cinquenta Tons de Cinza (2015)
Dakota Johnson (Madame Teia) e Jamie Dornan (O Turista) são as grandes estrelas de Cinquenta Tons de Cinza, adaptação do romance homônimo de E. L. James . No longa, a universitária Anastasia Steele ajuda uma amiga sua entrevistando o magnata Christian Grey. Entre os dois, surge um romance latente que não parece obedecer regras. Mas Anastasia acaba descobrindo que tais regras existem, e são as impostas por Grey, que se revela um dominador obcecado pelo prazer na dor.
No meio das franquias literárias/cinematográficas de romance sobrenatural e distopia adolescente, Cinquenta Tons de Cinza cravou o erotismo masoquista em Hollywood. Por outro lado, a adaptação do romance soft porn da autora E. L. James ficou marcada pelos diálogos involuntariamente risíveis (quem não lembra do "Eu não faço amor, eu f*** com força" ?), picos dramáticos mal construídos e uma busca falha por sofisticação. Essas problemáticas, entretanto, não arranharam a alta bilheteria do filme, o que favoreceu na realização de outras duas sequências igualmente bregas.
Cinquenta Tons de Cinza aposta no erotismo maduro, mas acaba acertando no romance afetado e sem sensualidade — Foto: Reprodução/The Movie Database A febre das adaptações de franquias de romance sobrenatural da literatura contemporânea teve um grande impulso com Crepúsculo no final dos anos 2000. Baseado na série de livros da autora Stephenie Meyer, o filme narra o amor entre Bella Swan, uma garota do Arizona que se sente deslocada em uma úmida cidade do interior de Washington (EUA), e Edward, um adolescente pálido e indiferente, mas também atraente. Quando rompe o véu de antissocialidade de Edward, Bella descobre que seu novo namorado é um vampiro com mais de cem anos de idade.
Após o desfecho da franquia nos cinemas, em 2012, Crepúsculo passou anos sendo considerada uma peça digna de esquecimento para os astros Kristen Stewart (Underwater) e Robert Pattinson (Batman). A versão é recheada de situações involuntariamente cômicas, como a revelação da pele brilhante de Edward, ou cafonas, como a cena do vampiro protagonista tocando piano para Bella, personagem prejudicada pelas expressões blasé de Stewart. Portanto, ser fã de Crepúsculo em 2026 é admitir que o longa está bem abaixo do que se pode considerar como regular, até mesmo para os padrões de 2008.
- Gênero: romance, fantasia
- Direção: Catherine Hardwicke (Aos Treze)
- Notas: 5,4 no IMDb e 48% no Rotten Tomatoes (selo "podre")
- Onde assistir: Amazon Prime Video, Globoplay, Netflix e Telecine.
A atuação nada natural dos personagens principais deixa Crepúsculo com ar de amadorismo — Foto: Reprodução/The Movie Database 5. Top Gun - Ases Indomáveis (1987)
Top Gun é um dos pontos altos de destaque da carreira de Tom Cruise (franquia Missão Impossível) em Hollywood. Aqui ele interpreta Pete "Maverick" Mitchell, um jovem que é habilidoso na pilotagem de caças, mas ao mesmo tempo se mostra arrogante e imprudente. Enquanto busca se destacar perante os colegas e rivais na escola de pilotos da Marinha, Maverick também quer conquistar os olhares de Charlie, a instrutora da escola e que é mais velha do que ele.
Junto de Cruise, estão no elenco Kelly McGillis (Acusados), Anthony Edwards (Zodíaco), Meg Ryan (Cidade dos Anjos) e o saudoso Val Kilmer (Fogo contra Fogo). Em termos de relevância cultural, Top Gun segue sendo indiscutível. Já nos quesitos técnicos e estéticos, o longa é uma farofa que pode ser considerada propaganda militar indireta e um filme de ação sob os ares, mas involuntariamente piegas na parte do romance – o uso da melosa canção "Take My Breath Away", do grupo Berlin, deixa bem claro esse lado.
- Gênero: romance, ação
- Direção: Tony Scott (Chamas da Vingança)
- Notas: 7 no IMDb e 59% no Rotten Tomatoes (selo "podre")
- Onde assistir: Amazon Prime Video, Netflix e Paramount+.
Top Gun disfarça uma propaganda pró-alistamento militar com um enredo de romance e aventura pelos ares — Foto: Reprodução/The Movie Database Sucesso entre muitas crianças dos anos 1990, Lua de Cristal marcou a apresentadora Xuxa não só como a rainha dos baixinhos, como também a rainha da bilheteria nacional. Espécie de conto de fadas moderno, a história é centrada na jovem Maria da Graça. Vinda do interior, ela passa a morar na casa de uma tia megera e seus primos inconvenientes. Seu maior sonho é ser uma cantora de sucesso e encontrar um príncipe encantado. Fazem parte do elenco o apresentador Sérgio Mallandro, Júlia Lemmertz (Fina Estampa), Marilu Bueno (Êta Mundo Bom!) e Cláudio Mamberti (Anjo Mau).
Lua de Cristal era um conto de fadas "moderno" em sua época, mas hoje a peça soa extremamente rococó, principalmente na parte da fantasia. O figurino exageradamente branco e cheio de flores e babados, os cenários que mais parecem decorações de casamento e as consecutivas inserções da versão instrumental de "Lua de Cristal" transformam o filme uma espécie de peça de teatro escolar feita pro cinema. Mas, com o tempo, Lua de Cristal virou uma peça cult para diferentes gerações que adoram até hoje a estética rebuscada e afetada presente no longa.
- Gênero: romance, comédia
- Direção: Tizuka Yamasaki (Gaijin - Os Caminhos da Liberdade)
- Notas: 4,6 no IMDb
- Onde assistir: Globoplay
Lua de Cristal imagina um romance típico de um conto de fadas tendo Sérgio Malandro como príncipe — Foto: Reprodução/The Movie Database 7. Superman: O Filme (1978)
Décadas antes do boom das adaptações de heróis dos quadrinhos, o Homem de Aço recebeu um longa metragem considerado um dos maiores clássicos do cinema setentista. Estrelado por Christopher Reeve (Em Algum Lugar do Passado), o filme acompanha a atuação a vida dupla do herói como o atrapalhado jornalista Clark Kent e como o ativo Super-Homem. Ao mesmo tempo que se apaixona pela jornalista Lois Lane, Clark usa seus poderes para proteger o país das ameaças do ambicioso vilão Lex Luthor.
Superman apresenta muito da visão ingênua e infantil que muitos adultos tinham dos heróis em quadrinhos. O Homem de Aço é tão polido que age como se fosse um escoteiro de 35 anos. Lex, o vilão, soa caricato e cômico, sem ter uma grama de complexidade mostrada em obras posteriores. E a cafonice voa alto quando Superman viaja com Lois pelo luar. Contudo, o longa ainda é reverenciado até hoje como uma das maiores adaptações feitas de astros das HQs para os cinemas. Marlon Brando (O Poderoso Chefão), Gene Hackman (Operação França) e Margot Kidder (Noite do Terror) estão no elenco.
Superman se apoia numa visão antiga e datada de heróis de quadrinhos — Foto: Reprodução/The Movie Database 🍿Mais produções no streaming:
8. Rambo 2: A Missão (1985)
Aproveitando o sucesso de Rambo: Programado para Matar, o astro Sylvester Stallone roteirizou (ao lado do diretor James Cameron) e protagonizou uma sequência mais voltada à ação com tiroteios, armas de grosso calibre, explosões e muita testosterona. Rambo 2: A Missão se passa três anos após os eventos do primeiro filme e acompanha o veterano de guerra John Rambo em uma missão para salvar prisioneiros de guerra americanos no Vietnã. No entanto, a missão não será fácil, uma vez que há traidores sabotando o trabalho do protagonista.
Com Richard Crenna (Flamingo Kid), Charles Napier (A Volta do Incrível Hulk), Steven Berkoff (Um Tira da Pesada) e Julia Nickson (Ethan Mao) no elenco, Rambo 2 hoje soa mais como uma propaganda militar do que um filme propriamente dito. O enredo mostra, nas entrelinhas, a frustração estadunidense por trás da derrota na Guerra do Vietnã (1955 - 1975) e a construção de uma figura heroica e patriótica surgida desse conflito, com músculos avantajados e banhados de suor. Aquele Rambo depressivo, traído e com stress pós-traumático do primeiro filme ficou no passado.
- Gênero: ação
- Direção: George P. Cosmatos (Stallone Cobra)
- Notas: 6,5 no IMDb e 33% no Rotten Tomatoes
- Onde assistir: Amazon Prime Video e Telecine
Rambo II tem como maior preocupação narrativa mostrar Stallone atirando descamisado e com os músculos banhados de suor — Foto: Reprodução/The Movie Database 9. Como Se Fosse a Primeira Vez (2004)
Adam Sandler (Mistério no Mediterrâneo) e Drew Barrymore (Donnie Darko) são as estrelas de Como Se Fosse a Primeira Vez, uma comédia romântica com enredo diferente de outras produções da época. Sandler interpreta Henry Roth, um veterinário marinho que parte para o Havaí e acaba se apaixonando por Lucy, uma jovem adorada por todos na região. Henry acaba descobrindo que seu interesse romântico sofre de amnésia e perde a memoria a cada dia. Para conquistá-la, ele usa de diferentes abordagens diariamente.
Por mais que o filme tenha uma temática diferente para a época, Como Se Fosse a Primeira Vez não está imune aos vícios de Sandler em fazer piadas infantis e escatológicas que já não soam engraçadas nos dias de hoje, como zombar de pessoas supostamente transgênero ou trazer caricaturas de nativos do Havaí. Sem contar o jeitão abobalhado do personagem de Sandler, exatamente igual aos demais protagonistas de seus outros filmes. Isso não impediu, entretanto, o sucesso do filme entre novas gerações, o que explica os remakes feitos no Japão, Índia, Irã e México.
- Gênero: comédia romântica
- Direção: Peter Segal (Aprendiz de Espiã)
- Notas: 6,5 no IMDb e 33% no Rotten Tomatoes
- Onde assistir: Amazon Prime Video e Telecine
A narrativa diferenciada de Como se Fosse a Primeira Vez é prejudicada pelos cacoetes nem tão engraçados de Adam Sandler — Foto: Reprodução/The Movie Database 10. As Patricinhas de Beverly Hills (1995)
Sucesso na Sessão da Tarde dos anos 1990 e 2000, As Patricinhas de Beverly Hills é estrelado por Patricia Silverstone, Paul Rudd (Homem-Formiga), Stacey Dash (Single Ladies) e Brittany Murphy (Garota, Interrompida). O filme acompanha a rotina de Cher Horowitz, uma adolescente rica e mimada que se depara com questões mais profundas quando decide ajudar uma colega de classe novata que sofre de baixa autoestima. Ao mesmo tempo, ela vive uma relação de amor e ódio com Josh Lucas, um irmão de criação socialmente engajado.
Diferente de algumas das produções da lista, o filme se mostra como propositalmente galhofa. Isso é mostrado já no comportamento da protagonista Cher e de sua amiga Dionne Davenport. Experiente em trabalhar em comédias adolescentes, a diretora Amy Heckerling (Picardias Estudantis) soube usar o figurino excessivamente colorido e vibrante, as falas caricatas e os dramas superficiais da protagonista em uma narrativa consciente de sua cafonice – algo que fez o filme ser fácil de ser assistido até os dias de hoje.
- Gênero: comédia romântica
- Direção: Amy Heckerling
- Notas: 6,9 no IMDb e 82% no Rotten Tomatoes
- Onde assistir: Globoplay, Paramount+ e Telecine
Alicia Silverstone e Stacey Dash em As Patricinhas de Bervely Hills, com seus visuais que se tornaram icônicos — Foto: Reprodução/IMDb 11. Crash: No Limite (2004)
Crash: No Limite conquistou o público americano ao retratar os conflitos sociais nos Estados Unidos após o atentado das Torres Gêmeas. Na cidade racialmente diversa de Los Angeles, personagens desconhecidos entre si e pertencentes a diferentes classes sociais e etnias estão unidos em uma série de conflitos motivados pela desconfiança e o preconceito. Sandra Bullock (Um Sonho Possível), Don Cheadle (Invasão Secreta), Matt Dillon (Vidas Sem Rumo), Jennifer Esposito (Táxi), Brendan Fraser (A Baleia), Terrence Howard (Ritmo de um Sonho) e Thandiwe Newton (Westworld) estão no elenco.
Crash já tinha uma temática urgente e necessária no roteiro, mas foi atrás do sentimentalismo fácil para sustentá-la. Em certos momentos, o filme se apoia em cenas feitas unicamente para fazer o público chorar, e não para refletir sobre os problemas denunciados – um exemplo é a famosa "cena do tiro falso", que estampa o pôster do longa. Tanto que, apesar da obra receber o Oscar de Melhor Filme em 2006, muitos especialistas em cinema hoje ressaltam que a estatueta deveria ter ido para o concorrente "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005), cuja dramática pesa menos toneladas.
- Gênero: melodrama
- Direção: Paul Haggis (72 Horas)
- Notas: 7,7 no IMDb e 73% no Rotten Tomatoes
- Onde assistir: Amazon Prime Video, Looke, NetMovies e Telecine
O enredo excessivamente melodramático de Crash foi alvo de críticas quando o longa recebeu o Oscar de Melhor Filme — Foto: Reprodução/The Movie Database 12. O Guarda-Costas (1992)
Famosa pelos hits musicais nos anos 1980 e 1990, Whitney Houston protagonizou sua estreia nos cinemas ao lado do já consagrado Kevin Costner (Yellowstone). No longa, Houston interpreta Rachel Marron, uma atriz e cantora famosa vítima de um fã stalker. Seu empresário contrata os serviços de Frank Farmer, um segurança que já trabalhou com ex-presidentes dos EUA. A relação inicialmente conflitante entre os dois acaba evoluindo para uma paixão avassaladora.
Muitos lembram com carinho da trilha-sonora de O Guarda-Costas, muito por conta do single arrebatador "I Will Always Love You", um cover de Houston para um antigo sucesso da cantora country Dolly Parton. Já o filme, embora tenha tido sucesso nas bilheteria em sua época, hoje é visto como "brega e melodramático", de acordo com o senso do Rotten Tomatoes. A falta de química entre os personagens principais, o drama meloso e a interpretação imatura de Houston validam essa opinião.
- Gênero: ação, romance
- Direção: Mick Jackson (Volcano: A Fúria)
- Notas: 6,4 no IMDb e 38% no Rotten Tomatoes
- Onde assistir: Amazon Prime Video, HBO Max e Telecine
O Guarda-Costas tem uma das trilhas sonoras mais populares, com as músicas “I Have Nothing” e “Run To You” — Foto: Reprodução/IMDb Romance, drama familiar, comédia e hits do ABBA estão juntos no musical Mamma Mia!, adaptação da peça de Catherine Johnson feita pela diretora Phyllida Lloyd (O Lugar da Esperança). O enredo se passa em uma ilha paradisíaca da Grécia onde a jovem Sophie vive com a mãe, Donna. Antes de se casar, a moça busca conhecer seu pai biológico, algo que a mãe sempre escondeu. Para realizar esse sonho, Sophie convidou à cerimônia três ex-namorados da Donna, na esperança de descobrir qual deles é seu pai.
Meryl Streep (O Diabo Veste Prada), Pierce Brosnan (Adão Negro), Colin Firth (Kingsman), Stellan Skarsgård (Valor Sentimental), Julie Walters (Billy Elliot), Dominic Cooper (Preacher), Amanda Seyfried (Meninas Malvadas) e Christine Baranski (The Good Wife) estão no elenco. O enredo, por mais que seja contagiante e divertido de assistir, não escapa de momentos burlescos e piegas que tentam emular a peça original – para piorar, a cantoria desafinada das estrelas envolvidas deixa tudo com ar de karaokê e não de musical.
- Gênero: musical, comédia romântica
- Direção: Mick Jackson (Volcano: A Fúria)
- Notas: 6,4 no IMDb e 38% no Rotten Tomatoes
- Onde assistir: Amazon Prime Video, HBO Max e Telecine
Mamma Mia! apresenta um enredo que flerta voluntariamente com a pieguice — Foto: Reprodução/IMDb Margot Robbie (O Lobo de Wall Street) e Ryan Gosling (O Dublê) estiveram juntos na primeira adaptação live action de Barbie nos cinemas. Aqui vemos um enredo metalinguístico onde a boneca da empresa Mattel busca um novo propósito de vida ao fugir do mundo colorido onde vive rumo a realidade humana. Junto dela está Ken, que acaba se contaminando pelo discurso tóxico da masculinidade e afetando a vida de todos em sua terra natal.
Assim como foi feito no já citado As Patricinhas de Beverly Hills, Barbie é consciente de sua breguice. Para escapar de um marketing fácil da boneca mais vendida no mundo, a diretora Greta Gerwig (Lady Bird) usa da arte camp (estilo artístico que exagera no apelo sentimental, artificial e teatral de forma irônica e voluntária) tanto na criação do mundo retrô e colorido da Barbie, como também na construção dos diálogos e nos arcos dramáticos. São recursos que servem para criticar os pensamentos arcaicos da patriarcado e a antiga idealização de uma mulher superficial e menos complexa.
- Gênero: musical, comédia, aventura
- Direção: Greta Gerwig
- Notas: 6,8 no IMDb e 88% no Rotten Tomatoes
- Onde assistir: HBO Max
No longa Barbie, a estética excessivamente teatral e canastrona é usada de forma consciente pela diretora Greta Gerwig — Foto: Reprodução/The Movie Database Entre a febre dos romances sobrenaturais e a popularização do BDSM, as distopias adolescentes ganharam espaço graças a adaptação da franquia literária Jogos Vorazes, criada pela autora Suzanne Collins, no cinemas. Com Jennifer Lawrence (Que Horas Eu Te Pego?) e Josh Hutcherson (Five Nights at Freddy's) nos papéis principais, o longa se passa num futuro onde jovens representando diferentes cidades devem participar de um torneio onde apenas um competidor sairá vivo. Katniss e seu amigo Peeta organizam uma revolta contra a competição.
É indiscutível o quão importante foi Jogos Vorazes para o cinema na década de 2010, inspirando o lançamento de obras similares, como Maze Runner e Divergente. No entanto, para uma obra de distopia, Jogos Vorazes é enfraquecida pelo melodrama que envolve o romance dos protagonistas, impactante apenas entre crianças e adolescentes. Com isso, o longa fica mais próximo de uma "farofa romântica teen qualquer do que uma distopia classuda como 1984 ou Fahrenheit 451. Na dúvida, siga o exemplo de Quentin Tarantino e assista Batalha Real (2000), cujo enredo é mais direto e brutal que a criação de Collins.
- Gênero: ação, ficção científica, drama
- Direção: Francis Lawrence e Gary Ross
- Notas: 7,2 no IMDb e 84% no Rotten Tomatoes
- Onde assistir: Amazon Prime Video, Apple TV e Claro TV+
Jogos Vorazes apresenta decisões narrativas que deixam o filme com pouco senso de urgência e periculosidade — Foto: Reprodução/The Movie Database 🎥Filmes e séries que temos VERGONHA de ter gostado!
Filmes e séries que temos VERGONHA de ter gostado!

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