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8 fatos para entender a saída dos Emirados Árabes da Opep

6. Qual é o impacto para o Brasil?

Para o Brasil, a saída dos Emirados da Opep tem dois efeitos possíveis, em direções bem diferentes. No curto prazo, a crise no Golfo, o risco no Estreito de Hormuz e a perda de coordenação dentro da Opep tendem a sustentar preços mais altos do petróleo. Isso favorece o Brasil como exportador de petróleo bruto e beneficia a Petrobras na área de exploração e produção, porque Brent mais alto costuma significar mais receita, mais geração de caixa e maior potencial de dividendos.

Mas há uma ambiguidade adicional. O país é exportador relevante de petróleo bruto, mas ainda importa derivados em alguns segmentos. Assim, petróleo caro ajuda a balança comercial pelo lado das exportações de cru, mas também pode pressionar para cima os preços dos combustíveis, fretes, inflação e custos de importação no primeiro momento. Com a guerra em curso, a instabilidade tem se traduzido em cotações mais altas do barril.

7. Para quem tem ações da Petrobras, isso é bom ou ruim?

Para a Petrobras, o impacto passa por três canais principais: preço do barril do petróleo Brent, câmbio e percepção dos investidores sobre dividendos e investimentos. Petróleo caro melhora a geração de caixa da companhia, especialmente no pré-sal. Já um cenário de Opep mais fraca e maior oferta global pode reduzir as expectativas de preço do petróleo, afetando valor de mercado da companhia (e preço das ações).

Mas o efeito de médio prazo pode ser o oposto se os Emirados passarem a pôr mais petróleo no mercado no futuro. Fora do cartel, podem aumentar a produção quando tiverem condições logísticas e políticas para isso. Se esse movimento enfraquecer a disciplina da Opep e estimular outros produtores a agir de forma mais individualista, o mercado pode começar a precificar mais oferta no futuro, o que pressionaria o Brent para baixo.

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