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A ofensiva da União Europeia para enquadrar as big techs americanas

As agências reguladoras europeias apuram desde suspeitas de práticas anticompetitivas e questões éticas associadas ao uso de inteligência artificial (IA) até violações das regras sobre conteúdo online para as redes sociais.

A rede social X, também pertencente a Musk, foi acusada de violar diversos artigos da Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês) da União Europeia (UE).

Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Veja, abaixo, quais grandes empresas estão sob a mira das autoridades europeias, e por quê.

Google — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

A Comissão Europeia anunciou em dezembro a abertura de uma investigação antitruste envolvendo o Google, da Alphabet. O objetivo é apurar se a companhia estaria violando as regras de concorrência da UE ao usar material online de publicadores de conteúdo e da plataforma de vídeos YouTube para fins de inteligência artificial, o que colocaria outros desenvolvedores de IA em "desvantagem".

A Comissão aplicou ao Google uma multa antitruste de 2,95 bilhões de euros (R$ 15,4 bilhões) em 5 de setembro por práticas anticompetitivas em seu negócio de tecnologia de publicidade.

Em setembro de 2024, o Google venceu um recurso contra uma multa antitruste de 1,49 bilhão de euros imposta por prejudicar concorrentes em publicidade de mecanismos de busca online.

Uma semana antes, o Google pedeu uma batalha contra uma multa de 2,42 bilhões de euros imposta há alguns anos pelos reguladores antitruste da UE, por usar seu próprio serviço de comparação de preços para obter uma vantagem injusta sobre concorrentes europeus menores.

Em setembro de 2024, o regulador antitruste britânico concluiu provisoriamente que o Google havia abusado de sua posição dominante na publicidade digital para restringir a concorrência. Um mês antes, a agência havia iniciado investigações sobre a colaboração da Alphabet e da Amazon com a startup de IA Anthropic.

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

O órgão antitruste da Alemanha proibiu a Amazon de impor um teto de preços a varejistas online no mercado alemão e, pela primeira vez, reivindicou vários milhões de euros que a empresa americana teria obtido através de comportamento anticompetitivo.

O Tribunal Geral da União Europeia rejeitou em novembro um pedido da Amazon para revogar sua designação como plataforma sujeita a requisitos mais rigorosos sob as regras de conteúdo online da UE.

Logo da Apple — Foto: Unsplash/ Zhiyue

A agência reguladora de concorrências da Itália informou em dezembro que multou a Apple e duas de suas divisões em 98,6 milhões de euros (R$ 608 milhões) por suposto abuso de sua posição dominante no mercado de aplicativos móveis.

Em outubro de 2025, duas organizações de direitos civis apresentaram uma queixa aos reguladores antitruste da UE sobre os termos e condições da App Store e dos dispositivos da Apple.

No mesmo mês, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido designou a Apple e o Google como detentoras de "status de mercado estratégico", o que confere à agência poderes para exigir alterações específicas.

Em março do mesmo ano, a Apple perdeu um recurso contra uma avaliação regulatória que a sujeita a controles mais rigorosos na Alemanha.

Em setembro de 2024, a Apple perdeu a batalha contra uma ordem dos reguladores da UE para pagar 13 bilhões de euros em impostos atrasados à Irlanda, como parte de uma repressão mais ampla do bloco europeu contra acordos privilegiados.

Bruxelas ainda multou a empresa em 1,84 bilhão de euros em março de 2024 por frustrar a concorrência de rivais no streaming de música.

Em julho de 2024, os reguladores europeus afirmaram que a Apple concordou em abrir seu sistema de pagamentos móveis por aproximação a concorrentes para encerrar uma investigação antitruste da UE.

Logo da Meta, controladora do Facebook, em foto tirada em 28 de outubro de 2021 — Foto: Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP

Em dezembro, a Comissão Europeia abriu uma investigação antitruste contra a Meta, dona do WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads, sobre o uso de recursos de IA no aplicativo de mensagens WhatsApp.

Logo da Microsoft — Foto: Unsplash

Em junho de 2024, a Comissão Europeia acusou a Microsoft de incluir ilegalmente seu aplicativo de chat e vídeo Teams em sua suíte de aplicativos Office.

Logo do aplicativo Tiktok aparece sobre tela de um celular — Foto: Kiichiro Sato/AP

Em outubro de 2025, a plataforma também foi acusada pela Comissão Europeia de, junto com a Meta, descumprir seu dever de viabilizar a pesquisadores o acesso adequado a dados públicos.

Em maio do mesmo ano, o TikTok foi acusado de descumprir a determinação da DSA de publicar um repositório de anúncios que permite que pesquisadores e usuários detectem anúncios fraudulentos. A empresa evitou uma multa após prometer concessões em termos de transparência.

Rede social X, ex-Twitter — Foto: Kelly Sikkema/Unsplash

Segundo a Comissão Europeia, as infrações da empresa de Musk incluem "design enganoso" de seu selo de verificação azul, falta de transparência de seu repositório de publicidade e falta de acesso a dados públicos para pesquisadores.

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