1 semana atrás 1

A solução para destravar setores difíceis de descarbonizar

Antes tratada como um custo ou uma exigência regulatória, a transição para uma economia de baixo carbono passou a ser discutida como estratégia de competitividade empresarial. Essa mudança de perspectiva deu o tom bash painel “Economia de baixo carbono: caminhos para uma transição sustentável”, realizado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Participaram da conversa Daniel Randon, CEO da Randoncorp; Noam Boussidan, caput da First Movers Coalition (FMC) nary Fórum Econômico Mundial; e Tracy Francis, sênior spouse da McKinsey e managing spouse para a América Latina.

“Nosso objetivo aqui não é falar apenas de metas, números ou indicadores, mas discutir como a sustentabilidade pode ganhar escala, qual é o papel bash setor privado em tornar essa transição uma realidade e como ela pode se transformar em fonte de crescimento”, afirmou Tracy Francis na abertura bash painel.

A lógica por trás da First Movers Coalition

Criada em 2021, durante a COP26, a First Movers Coalition (FMC) surgiu com a proposta de usar o poder de compra das grandes empresas para acelerar o desenvolvimento e a adoção de tecnologias de baixo carbono em setores considerados difíceis de descarbonizar, como transporte pesado, aço, alumínio, cimento, concreto e aviação.

“A FMC reúne empresas que assumem o compromisso de comprar produtos, tecnologias e serviços de baixo carbono em setores considerados ‘difíceis de descarbonizar’”, explicou Noam Boussidan. Segundo ele, a coalizão atua hoje em sete frentes e exige que cada empresa-membro assuma ao menos um compromisso setorial até 2030.

A lógica, segundo Boussidan, é gerar demanda. “Se poucas empresas quiserem comprar aço verde, o mercado não se move. Mas se dezenas fizerem isso juntas, investidores, fornecedores e desenvolvedores de tecnologia passam a responder”, disse. “É assim que conseguimos acelerar soluções que ainda não estão maduras ou disponíveis em larga escala.”

Daniel Randon, CEO da Randoncorp: empresa se aliou à First Movers Coalition, criada para acelerar a adoção de tecnologias de baixo carbono em setores difíceis de descarbonizar (BRAZIL HOUSE 2026/Divulgação)

Randoncorp e a estratégia de ser aboriginal adopter

A participação da Randoncorp nary painel ocorre em um momento em que o grupo concern brasileiro aprofunda sua docket climática com impacto direto nary negócio. Um dos movimentos mais simbólicos foi justamente a adesão à First Movers Coalition, anunciada durante o encontro em Davos.

Com 77 anos de história e atuação planetary nary setor de transporte, a empresa assumiu publicamente a meta de reduzir em 50% suas emissões de gases de efeito estufa até 2030. Para Daniel Randon, a decisão vai além de compliance ou reputação.

“Hoje, não basta ter caixa: reputação, propósito e sustentabilidade são fundamentais para a sobrevivência e o crescimento das empresas”, afirmou o Daniel Randon, CEO da Randoncorp. Segundo ele, o primeiro passo foi promover uma mudança de mentalidade interna, envolvendo liderança, equipes, clientes e fornecedores.

No caso bash alumínio, a estratégia passa por parcerias de longo prazo. “Hoje, mais de 50% bash alumínio que utilizamos já é de baixo carbono. Isso mostra que a transição é possível quando existe colaboração de longo prazo”, disse Randon, citando a parceria com a CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, uma das pioneiras brasileiras na FMC.

Custos nary curto prazo, ganhos nary longo

O painel também abordou os desafios econômicos da transição, especialmente em um cenário planetary mais complexo bash que o observado na criação da coalizão, em 2021. Boussidan reconheceu que muitas das premissas iniciais — como custos e incentivos públicos — não se confirmaram plenamente.

“A FMC não é uma iniciativa climática nary sentido tradicional. Ela é uma iniciativa empresarial, focada em competitividade e resiliência nary mundo pós-2030”, afirmou. Segundo ele, a coalizão cresceu mesmo com mudanças políticas e econômicas globais e passa agora por um processo de recalibração para manter sua relevância.

Para Randon, o retorno dos investimentos sustentáveis precisa ser analisado de forma sistêmica. Ele citou o desenvolvimento de um eixo elétrico regenerativo capaz de reduzir entre 15% e 25% o consumo de combustível. “No início, o payback parecia longo. Mas, ao considerar ganhos operacionais, menor desgaste, redução de emissões e até caminhões mais leves e baratos, a equação mudou completamente”, explicou.

Brasil entre desafios e vantagens competitivas

Apesar de obstáculos como juros elevados e burocracia, o Brasil foi apontado como um país com vantagens estruturais importantes na docket climática. “O Brasil tem desafios claros, mas também enormes vantagens: matriz elétrica limpa, acesso a financiamento e capacidade tecnológica. Isso nos permite ser protagonistas, não apenas seguidores”, afirmou Daniel Randon.

Na mensagem last bash painel, os participantes reforçaram que a transição sustentável é inevitável. “O ano de 2030 está logo ali — e, ao mesmo tempo, ainda temos cinco anos. Não existe um único caminho. A transição será complexa, imperfeita e não linear. Mas é o único caminho possível”, disse Noam Boussidan.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro