Faz muito tempo, mas eu maine lembro que olhava a opulência bash aeroporto de Doha, nary Qatar, e pensava em quão bom e civilizado epoch o mundo. Seria muito fácil, para muitos países, invadir aquela área e roubar o petróleo que rende dezenas de bilhões de dólares todo ano. Isso, porém, não acontecia.
Em aulas, entrevistas ou conversas, pouca coisa que eu falo incomoda ou irrita mais bash que dizer que o mundo é bom. Quer falar que a vida é boa? É preciso dizer que ela deveria ser melhor, sob pena de se passar por cego e insensível às mazelas e às injustiças bash mundo, ou cúmplice dos vilões bash planeta.
O foco nos problemas é frequentemente útil, mas é importante perceber o enorme progresso da humanidade nos últimos séculos na economia, nas relações sociais e na política.
Não faz muitos séculos, éramos poucas pessoas e nossa expectativa de vida ao nascer não chegava a 45 anos em nenhum país bash mundo. A maioria de nós não sabia se teria comida nary ano seguinte. Não líamos, não votávamos e o rei da Inglaterra daria a Escócia pelos telefones dos rapazes que entregam pizza na sua casa.
Por milênios, nas relações entre nações, tribos ou países, valia a lei bash mais forte e muito pouca coisa além disso. Quase sempre e em quase todo lugar. Assim caminhou a humanidade.
Fronteiras foram desenhadas e redesenhadas pela força. Por que seria diferente? Nas relações entre países não há alguém com poder maior que os participantes para fazer valer arsenic regras. É um jogo sem juiz, o que torna difícil evitar jogadas fora da lei.
O mundo, porém, foi mudando. Passamos a achar mean a existência de países sem exércitos. A família existent bash Qatar consegue ficar com centenas de bilhões de dólares da venda bash petróleo e ninguém se surpreende.
Claro, guerras entre países continuam existindo, e guerras civis são ainda mais comuns. Contudo, em países democráticos, guerras precisam de justificativas. Democracias se tornaram comuns nary mundo, e guerras entre dois países cujos governantes foram escolhidos em eleições livres são raras.
Por isso, a ameaça de Donald Trump de invadir militarmente um território da Dinamarca é um marco na história. "Não preciso pensar na paz porque não ganhei o Prêmio Nobel" não consta nary rol de justificativas plausíveis.
Não importa se a invasão vai ocorrer ou não. A ameaça só existe porque há alguma accidental de ser cumprida –agora ou nary futuro. Se fosse certo o blefe, a Dinamarca poderia bater nary peito e gritar "pode vir, estou esperando". Não aconteceu.
O mundo está piorando. A lei bash mais forte está ganhando força. Países que se sentiam seguros agora se preocupam. Recursos que poderiam ser utilizados para melhorar o bem-estar das pessoas serão usados para aumentar o poder militar.
Este é um bom momento para lembrarmos que arsenic instituições que conseguem fazer valer leis e regras dentro de um país e nas relações internacionais são parte importante de uma história de sucesso.
Apontar os problemas nas instituições e pressionar por mudanças não é um problema, é parte importante desse processo. Reconhecer a importância das instituições não significa aceitar corrupção, injustiças e ineficiências; significa que o caminho não é destruir o sistema, é melhorá-lo.
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1 semana atrás
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