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Abras projeta crescimento de 3,2% no consumo das famílias

Neste ano, a ampliação da faixa de isenção do IR e o reajuste real do salário devem reforçar o poder de compra

Para 2026, a expectativa é de um consumo das famílias sustentado por estímulos relevantes à renda, embora condicionado por um ambiente financeiro ainda restritivo. Nos dois últimos anos, o consumo se manteve em patamar elevado, com altas de 3,7% em 2024) e 3,6% em 2025. Neste ano, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o reajuste real do salário, a manutenção de programas de transferência e apoio à renda devem reforçar o poder de compra, com impacto mais perceptível ao longo do ano. Por essas razões, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) prevê que o consumo das famílias deve ter uma alta de 3,2%.

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil — e a redução do imposto devido por contribuintes entre R$ 5.000 e R$ 7.350 — deve beneficiar cerca de 16 milhões de pessoas. A partir de fevereiro, movimentam a economia o reajuste do salário-mínimo para R$ 1.621, com ganho real de 6,7% em relação ao piso de 2025. Além disso, os programas previstos no orçamento federal, como o Bolsa Família (R$ 158,63 bilhões), o Pé-de-Meia (R$ 11,4 bilhões) e o Gás para Todos (R$ 4,7 bilhões), reforçam o orçamento das famílias de menor renda.

"Esses impulsos tendem a reforçar o consumo nos primeiros meses do ano, sobretudo entre famílias de menor renda, que têm maior propensão a consumir e peso significativo no varejo alimentar", analisa Marcio Milan, vice-presidente da entidade. Por outro lado, a manutenção da taxa Selic em patamar elevado tende a manter o crédito mais seletivo e o consumo mais cauteloso ao longo do ano, funcionando como um limitador para uma aceleração mais intensa do consumo. Além disso, riscos como uma eventual desaceleração da economia global, a valorização do câmbio e condições climáticas desfavoráveis podem atuar como fatores adicionais de pressão ao longo do ano. 

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