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Ações para comprar e vender nos próximos meses pós-tarifas do Trump

No setor de commodities, as produtoras de etanol também podem sofrer, segundo Marx, pressionando Raízen (RAIZ3), Jalles Machado (JALL3) e São Martinho (SMTO3). O Bradesco BBI acredita que o Brasil conseguirá absorver a oferta adicional no mercado doméstico, sendo neutro para SMTO3 e recomendando compra para JALL3. O Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo, atrás apenas dos EUA, com produção de 36,8 bilhões de litros em 2024.

Nas petroleiras, a queda do petróleo nos próximos meses preocupa mais do que as tarifas de Trump. O petróleo Brent já recuou, por volta das 12h, para US$ 69,59 e o WTI para US$ 66,12 devido as taxas dos EUA e aumento de produção de petróleo por oito países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+).

Ivan Stamborowski, analista CFA da Oby Capital, lista Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Brava (BRAV3) e Petrorecôncavo (RECV3) como afetadas. "Prio exporta quase tudo, mas seu principal cliente é a China. O impacto maior seria pela queda do petróleo, mas dentro do setor ela tem o melhor perfil de fluxo de caixa e sofre menos", explica. Para as demais, o impacto maior seria na desvalorização das ações e na possível redução dos dividendos da Petrobras caso o Brent fique abaixo de US$ 70 por muito tempo. Coincidentemente as petroleiras operam hoje em queda.

Entre as empresas de proteína animal, Minerva (BEEF3) pode sentir o maior impacto no curto prazo, pois 15% de suas vendas vêm dos EUA, segundo o Goldman Sachs. No entanto, a companhia pode redirecionar exportações para Uruguai e Argentina. Já JBS (JBSS3) vende 7% de carne suína e 13% de frango para os EUA, mas divide opiniões: alguns analistas acreditam que sua produção nos EUA pode compensar as tarifas, como aponta Renato Reis, analista da Blue3 Research.

Outras ações que podem ser impactadas são a CSN (CSNA3), CBA (CBAV3) e, fora do radar setorial, Ambev (ABEV3).

Apesar da visão negativa, Reis acredita que muita coisa já foi colocada no preço e rebalancear a carteira no curto prazo não deve ser algo tão vantajoso. Para o analista é importante acompanhar os efeitos dessas tarifas nos resultados trimestrais futuros.

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