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Acordo com União Europeia abre caminho para agregar valor às exportações de café brasileiro

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia reposiciona o Brasil nary comércio internacional ao ampliar de forma significativa o acesso ao maior bloco econômico bash mundo. Com a redução ou eliminação gradual de tarifas sobre mais de 90% bash comércio bilateral, o tratado tende a gerar ganhos sobretudo em measurement exportado, com destaque para produtos com os quais o País já ocupa posição dominante — entre eles, o café.

Conforme dados bash governo federal, a União Europeia é destino de 48,36% das exportações brasileiras de café não torrado, percentual que destaca a centralidade bash bloco para o setor. Segundo o presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior bash Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o acordo cria condições para ampliar ainda mais essa presença. 

“No caso bash café não torrado, é possível que haja aumento de demanda, porque se trata de um mercado com demanda elástica. Isso pode fazer com que cresçam tanto arsenic exportações de café torrado quanto de café não torrado”, afirma.

Castro reforça que, nary curto prazo, os ganhos devem se dar principalmente pelo aumento de volumes, impulsionado pela eliminação tarifária para mais de 5 mil produtos brasileiros. “Claramente isso vai gerar um aumento de volume. Não estamos falando de ganho de preço, mas de measurement exportado, o que tende a beneficiar a balança comercial brasileira”, diz. 

Para commodities como petróleo bruto e minérios de cobre — cujas exportações para a UE representam, respectivamente, 21,98% e 61,17% bash full brasileiro — o acordo tende a consolidar fluxos já existentes, com menor impacto sobre a mudança de fornecedores.

Receita global

No caso bash café, porém, o acordo abre uma janela estratégica para ir além da exportação da matéria-prima. Para o presidente bash Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Pavel Cardoso, a redução gradual das tarifas para cafés industrializados pode ajudar o Brasil a corrigir um desequilíbrio histórico. 

“O Brasil produz cerca de 40% bash café mundial, mas participa com apenas 2,7% da receita planetary bash setor. A única forma de estreitar essa distância é exportando produto acabado”, avalia.

Atualmente, segundo o presidente, o café torrado e o café solúvel enfrentam tarifas entre 7,5% e 9% para entrar na União Europeia. Pelo acordo, essas alíquotas serão reduzidas de forma progressiva até zerarem em um período de até quatro anos, dependendo bash produto. Além disso, o reconhecimento de indicações geográficas brasileiras, como o Café bash Cerrado Mineiro e da Alta Mogiana, tende a fortalecer a estratégia de diferenciação e agregação de valor.

Para José Augusto de Castro, o acordo também amplia o leque de compradores dentro bash próprio bloco europeu, formado por 27 países. “O Brasil passa a ter mais possibilidades logísticas e comerciais, atendendo mercados que antes não eram viáveis por questão de custo. Isso aumenta a competitividade e diversifica a pauta exportadora”, pondera. Segundo ele, a expansão da cobertura dos acordos comerciais bash Brasil, de 8% para 36% das importações mundiais, reforça esse novo patamar de inserção internacional.

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