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Agência marítima da ONU anuncia evacuação de 11 mil marinheiros em Ormuz

Operação de 'larga escala' para retirada de marinheiros de embarcações no Oriente Médio foi anunciado nesta terça (23). Tráfego marítimo é retomado aos poucos na via após assinatura de acordo de paz entre EUA e Irã.


Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã, 15 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer

A Organização Marítima Internacional da ONU disse nesta terça-feira (23) que começará a evacuar mais de 11.000 marinheiros que estão retidos no Golfo Pérsico por conta da guerra entre EUA e Irã.

"Esta operação de grande escala será realizada em estreita cooperação com o Irã, Omã, todos os demais Estados costeiros da região, os Estados Unidos e a indústria marítima. Garantimos as condições de segurança necessárias e verificamos minuciosamente as condições para uma navegação segura a fim de apoiar essas operações", disse o secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, em comunicado.

O plano foi anunciado cerca de uma semana após os EUA e o Irã terem assinado um acordo de paz provisório na guerra no Oriente Médio, que marcou o fim dos combates após pouco mais de três meses.

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A informação, veiculada pela agência estatal iraniana Tasnim com uma autoridade militar, adiciona uma nova camada à reabertura de Ormuz, determinada pelo acordo de paz assinado entre EUA e Irã na semana passada —o documento, no entanto, não citava tal limitação. O Irã não mencionou uma quantidade estimada de navios permitidos a passar pelo local.

EUA e Irã também travam uma disputa sobre quem controlará o estreito no pós-guerra e outras questões, como a possível cobrança de taxas feita por Teerã. Na segunda, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que Ormuz estava "totalmente aberto", já o Irã tem ameaçado fechar novamente o estreito por conta de ataques de Israel no Líbano.

O Irã e o Omã afirmaram nesta terça que vão estudar uma futura administração conjunta de Ormuz, com a cobrança de custos pelos serviços prestados. Com a declaração conjunta, os dois países insistiram na soberania sobre a via marítima no Oriente Médio.

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