Os servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estão convocando para esta segunda-feira (23) uma assembleia em que será discutida a cobrança de afastamento do diretor-geral da entidade, Luiz Fernando Corrêa. A categoria também debate a possibilidade de decretar greve para pressionar a saída do atual diretor. A Abin diz que colabora com as investigações.
Continue sua leitura, escolha seu plano agora!
Os servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estão convocando para esta segunda-feira (23) uma assembleia em que será discutida a cobrança de afastamento do diretor-geral da entidade, Luiz Fernando Corrêa. A categoria também debate a possibilidade de decretar greve para pressionar a saída do atual diretor. A Abin diz que colabora com as investigações.
Na última terça-feira (17), os servidores já tinham pedido a demissão de Corrêa. O funcionário de alto escalão, que continua no controle da agência, é suspeito de prejudicar as investigações sobre o aparelhamento do serviço de inteligência brasileiro para fins políticos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Corrêa, que foi mantido na posição de diretor-geral pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está entre os 35 indiciados pela Polícia Federal (PF) no relatório final da investigação sobre a "Abin paralela", uma estrutura que teria sido usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para espionar ilegalmente seus opositores políticos e atacar as urnas eletrônicas.
A suspeita é de que ele pode ter agido em "conluio" com servidores investigados para dificultar apurações.
Em nota oficial, a União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) demonstra descontentamento com a manutenção do diretor-geral indiciado no cargo e cita "ausência de diálogo e de ações do ministro da Casa Civil (Rui Costa) com os servidores".
Durante a reunião, os servidores devem deliberar "sobre indicativo de greve em protesto ao tratamento dispensado pelo governo federal à Inteligência de Estado do Brasil".
A entidade ainda usa o comunicado para citar outros problemas, como "a falta de controle de questões sigilosas por parte da Polícia Federal, do Ministério da Justiça".
Em relatório produzido pela Polícia Federal (PF), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) é citado como o "idealizador" de uma estrutura de espionagem ilegal criada durante o governo de seu pai.
O esquema que ficou conhecido como "Abin paralela" teria espionado quase 1,8 mil celulares no governo Bolsonaro, dentre os alvos estavam servidores públicos, ministros, jornalistas, artistas e deputados.

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU) 


:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)










Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro