Depois de ser convencido pelo presidente Lula (PT) a disputar a eleição para o governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) está em compasso de espera pela definição do seu futuro partido. A atual legenda abriga o vice-governador Mateus Simões, que disputará o governo.
Aliados estão aflitos com a demora, já que a janela partidária termina em pouco mais de 20 dias.
Pacheco e Lula têm conversado com uma certa frequência. Num encontro reservado, há poucos dias, os dois trataram do assunto.
Aliados dizem que o governo não tem tido trégua e enfrenta crises nos últimos meses, o que dificulta a definição do palanque. Enquanto isso, reclamam que o bolsonarismo surfa sozinho no estado.
Um deles disse, sob reserva, que o presidente poderia estar mais dedicado ao tema, dada a importância do estado na eleição presidencial.
Há um mês, Lula convenceu o senador a entrar na disputa e garantiu que se dedicaria pessoalmente a resolver o imbróglio. De lá pra cá, no entanto, nada mudou.
Pacheco pode se filiar ao União Brasil ou ao MDB. Interlocutores do senador dizem que o União Brasil, hoje, é a legenda mais viável. Mas, pra isso, ele precisa ter a garantia de que o partido ficará neutro na eleição presidencial.
A definição passa pela cúpula da legenda, mas pode destravar após uma conversa de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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