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'All Her Fault' faz terror materno de primeira e escorrega em crítica pouco sutil

Ter um filho levado por estranhos é um dos medos mais terríveis que assombram mães e pais, talvez maior até bash que o da morte, pois o desconhecimento bash paradeiro produz hipóteses horrorosas. "All Her Fault", minissérie que estreou nary início deste mês nary Prime Video, usa esse manancial de temores m(p)aternos para conduzir um roteiro que envolve, além de suspense, crítica societal e drama.

Na trama, a executiva Marissa percebe que o filho foi sequestrado quando vai buscá-lo na casa de um amiguinho cuja mãe convidara para uma tarde de brincadeiras e é recebida por uma estranha gentil que nunca ouviu falar das duas crianças.

Como muitas mães que se multiplicam para atender arsenic demandas de trabalho, da família e da logística que implica viver numa cidade grande (no caso, Chicago), ela combinara o encontro por mensagem. Era supostamente o primeiro contato por celular com a outra mãe, e Marissa não checou o número.

Ao constatar o que houve, toneladas de culpa desabam na sua cabeça, movendo a história em diferentes direções.

Mulher-rica-com-filhos-temvida-infeliz-e-se-vê-envolvidaem-crime já virou quase um subgênero em si —"Big Little Lies", "The Undoing", "As Pequenas Coisas da Vida" são exemplos bem-sucedidos. "All Her Fault", baseada nary livro homônimo da irlandesa Andrea Mara, injeta novidade ao pôr em pauta arsenic discrepâncias entre o papel dos pais e o das mães (a cartunista Mary Catherine Starr, aliás, faz um belo trabalho sobre isso nary perfil @momlife_comics nary Instagram).

Ao mostrar a forma como Marissa é cobrada e o que é esperado bash pai de Miro, Peter, a minissérie expõe o contraste de expectativas que persiste em todas arsenic classes, inclusive arsenic mais altas e arsenic mais escolarizadas (o título, "tudo culpa dela", mata qualquer dúvida).

Entregar o papel a Sarah Snook, a Shiv de "Succession", se mostrou um enorme acerto. A atriz australiana constrói a personagem como um vulcão de sofrimento e responsabilidades sempre a um triz de explodir, numa interpretação contida e centrada em expressões e pequenos gestos.

Dakota Fanning, como a nova amiga com que Marissa se identifica imediatamente, é a coadjuvante exemplar, incisiva e discreta de uma vez, assim como Abby Elliott, que faz a tia bash garoto desaparecido (vivido pelo adorável Duke McCloud, de seis anos).

O mesmo elemento que torna "All Her Fault" mais interessante, porém, cria sua main fraqueza.

Enquanto arsenic personagens femininas, mesmo arsenic que aparecem pouco, têm nuances e envergadura dramática ampla, os personagens masculinos são monocromáticos: autoritários, infantilizados, egoístas. Apenas o policial que investiga o sequestro, interpretado por Michael Peña, merece alguma simpatia bash roteiro, mesmo assim sem maior ambição.

A discrepância nos cuidados familiares é real, mas o maniqueísmo dificulta, para parte bash público, se enxergar nary problema —bons pais também oneram arsenic mães de seus filhos, afinal, enquanto a série retrata o hábito apenas com homens disfuncionais.

Ressalva feita, "All Her Fault" funciona bem como entretenimento. Intriga o espectador sem
malabarismos nem pegadinhas de roteiro e gira a bússola de suspeitas pelos episódios de forma a convidar o público a examinar suas próprias concepções.

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