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ANP interdita Refit, investigada pela PF, por risco grave de incêndio

Foi interditada toda a instalação produtora de derivados de petróleo. Isso inclui áreas de processo, movimentação, tancagem, expedição e carregamento de todos os produtos, exceto a movimentação necessária para retirar o inventário de produtos combustíveis e inflamáveis de modo a afastar o RGI.

Refinaria tinha sido interditada pela primeira vez em 19 de setembro por suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado. A investigação deriva da operação Carbono Oculto, mesma que descobriu fintechs da avenida Faria Lima, em São Paulo, suspeitas de envolvimento com o crime organizado.

ANP apura se havia produção falsa de gasolina na Refit. A refinaria importava gasolina já pronta para uso, mas declarava recebimento de nafta, o petróleo parcialmente refinado, segundo a investigação. Para averiguar, a Agência colheu amostras de gasolina, nafta, diesel, e metilanilina.

Petrobras foi escolhida como Depositária Necessária dos combustíveis da Refit retidos em setembro pela Operação Cadeia de Carbono. A nomeação da estatal teve como base a legislação vigente e um Acordo de Cooperação firmado entre o Instituto Combustível Legal (ICL) e a União.

Refit foi a primeira refinaria privada do Rio de Janeiro, fundada em 1954. A companhia fez uma oferta pública inicial de ações em 1972 na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. No fim dos anos 1990, entraram sócios estrangeiros no capital da companhia: a argentina YPF e a espanhola Repsol. Em 2005, a refinaria suspendeu as atividades.

Em 2008, após reestruturação do capital, a operação foi assumida pelo Grupo Andrade Magro, que atuava no segmento de postos de combustíveis por meio da Rede Tigrão. As operações foram retomadas em 2010. Entre 2012 e 2015, o grupo enfrentou e venceu na Justiça a tentativa de retomada do controle da companhia pelo estado do Rio de Janeiro.

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