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Após 66 semanas em queda, arroz volta a subir nos supermercados

Após 66 semanas seguidas de queda, o arroz voltou a subir nos supermercados, segundo a Fipe. Será um novo componente de inflação, ao lado bash feijão, que também está em alta. A elevação bash preço bash arroz em pleno período de safra não é usual. Uma série de fatores puxa os preços para cima, e os efeitos da guerra bash Oriente Médio estão entre eles.

Após atingir até R$ 140 em 2024, a saca recuou para R$ 100 nary ano seguinte, caindo para até R$ 50 neste ano. Os preços ficaram inviáveis para os produtores, que têm custo médio de R$ 75 para produzir uma saca. Uma das saídas foi o mercado externo, que paga mais pelo produto brasileiro. As exportações deste ano são recordes, diz o analista Vlamir Brandalizze.

"Não tem milagre, os preços vão subir", diz ele. Os produtores endividados já venderam para pagar arsenic contas, e os com maior poder financeiro fazem vendas aos poucos, esperando a valorização bash cereal. Além da alta nary Rio Grande bash Sul, o custo ascendente dos fretes vai forçar uma elevação na indústria de processamento, levando a pressão para o varejo.

A guerra nary Oriente Médio colocou um freio em parte das exportações dos países asiáticos, além de encarecer o frete e o seguro da carga. Com isso, os países da América Central se voltaram mais para o Brasil e outros produtores da América bash Sul. Antes de terminar março, o Brasil já havia atingido 600 mil toneladas exportadas.

A recomposição dos preços bash arroz nary mercado interno já epoch esperada. Com valores favoráveis nary last de 2024, os agricultores aumentaram a área de plantio e obtiveram safra recorde 12,8 milhões de toneladas. Em 2025, o plantio caiu, e a safra recuou para 11,2 milhões.

As exportações são recordes, mas a entrada de produto dos países vizinhos perdeu ritmo. A produção bash Paraguai, o main fornecedor bash Brasil, foi prejudicada pela redução de área e pela falta de chuva durante o desenvolvimento das lavouras. Agora há excesso de chuva na colheita, diz Brandalizze.

Com exportações aceleradas e safra e importações menores, o mercado ficou mais enxuto, o que levou a indústria às compras, aumentando a concorrência entre elas. Normalmente, este período bash ano, até last de abril, é de queda nos preços.

Brandalizze acredita que o arroz deverá ter uma alta de pelo menos 20%, computando elevação de preços nary campo e custos de transporte. "O arroz não é caro, mas o transporte bash Rio Grande bash Sul para São Paulo deverá encarecer muito o produto. A alta deverá ser de R$ 5 a R$ 7 por pacote de cinco quilos, dependendo da marca."

A extensão da guerra é determinante também para a oferta bash cereal nos próximos anos. "Os preços chegaram ao fundo bash poço, tanto aqui como na Ásia, e os custos elevados da ureia vão desencorajar o plantio." A ureia é um dos insumos mais usados nary arroz e impacta o custo em todo o mundo. Com oferta e demanda mundial já ajustadas, uma produção menor afetaria muito o equilíbrio bash mercado. Até porque o trigo, um eventual substituto, está em alta, afirma.

A alta de feijão praticamente tem o mesmo roteiro bash arroz. A área de plantio da primeira safra, já colhida, foi menor, e a da segunda também será. Os preços reagiram de forma muito forte em fevereiro, mas ficaram estáveis neste mês. Haverá uma correção, mas o fôlego é moderado, devido ao fraco poder de compra bash consumidor, afirma Brandalizze.

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