A pausa ocorre horas depois de o Irã dizer que também ia interromper os ataques. No domingo (7) e na madrugada de segunda, os dois países voltaram a trocar bombardeios, interrompendo o cessar-fogo em vigor desde abril, em uma escalada sem precedentes na atual guerra no Oriente Médio.
A suspensão dos ataques israelenses, no entanto, valerá apenas para bombardeios ao Irã, e a ofensiva no Líbano seguirá, disse ainda a fonte ouvida pelo Canal 12. A reportagem do Canal 12 também afirmou que os ataques israelenses no sul do Líbano continuarão com força total nos próximos dias e que haverá bombardeios também à capital Beirute caso o grupo terrorista Hezbollah siga atacando o norte de Israel.
A ofensiva isralenese no Líbano motivou o Irã ao ataque lançado a Israel no domingo.

Israel divulga primeira imagens do ataque ao Irã
As Forças Armadas de Israel divulgaram nesta segunda-feira (8) imagens do ataque que fez ao território iraniano mais cedo.
O ataque foi uma retaliação aos mísseis que Teerã lançou no domingo (7).
As imagens, segundo as forças israelenses, mostram o momento em que mísseis de Israel atingem sistemas de defesa aérea do Irã (veja acima). Em comunicado, as Forças Armadas de Israel afirmaram que os sistemas atingidos abrigavam mísseis destinados a atingir aeronaves.
Parte de um míssil sobressai do solo, após ataques vindos do Irã, na região central da Cisjordânia ocupada por Israel, em 8 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Naama Stern
O Irã culpou nesta segunda-feira (8) os Estados Unidos pela troca de ataques que travou com Israel no fim de semana.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou ainda que as ações israelenses não podem ser dissociadas das políticas americanas. Segundo Baghaei, os novos ataques só agravam o "processo diplomático caótico" com os Estados Unidos e aumentam ainda mais a desconfiança de Teerã em relação a Washington.
Esmaeil Baghaei acrescentou que os EUA têm responsabilidade direta pelas recentes violações do cessar-fogo e que Israel não toma medidas independentes sem consultar Washington.
Mais cedo, Israel realizou ataques a "alvos militares" no Irã na manhã de segunda (noite de domingo, 7, no horário de Brasília), segundo o site americano Axios.

Irã confirma ter disparado mísseis contra base de Israel
Explosões foram ouvidas em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a rede de TV Al Jazeera.
Os bombardeios representam uma escalada bélica na região e a quebra definitiva do cessar-fogo estabelecido em abril na região. É a primeira vez desde abril que Israel e Irã se atacam mutuamente.
Trump tentou estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que atua no Líbano, durante a semana. Israel violou o acordo, no entanto, bombardeando Beirute.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ligou então para Benjamin Netanyahu, o premiê israelense, pedindo para que não houvesse resposta militar contra Teerã.
Ao jornal "Financial Times", Trump disse que Netanyahu "não tinha opção" a não ser aceitar o acordo de paz entre Washington e Teerã, pois é ele, Trump, quem "dá as cartas" — o acordo está em fase de negociação e ainda não foi assinado.
Não há registros de feridos nos bombardeios iranianos. Imagens nas redes sociais mostram interceptações do sistema Domo de Ferro nos céus controlados por Israel.
A Guarda Revolucionária do Irã disse ter disparado contra uma base militar de Israel.
Logo após a onda de mísseis, Netanyahu disse que contra-atacaria a retaliação do Irã. Trump, porém, se manifestou contra o revide.
Bases dos EUA se tornam alvos
O ataque israelense, que rompeu a trégua no Líbano, atingiu prédios em um subúrbio de Beirute que Israel disse abrigar terroristas do Hezbollah que planejavam um ataque.
O Irã disse que as 19 bases que os EUA têm no Oriente Médio voltaram a ser "alvos legítimos" — os EUA têm bases militares em países da região como Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito (veja no mapa abaixo). A ameaça também foi estendida a ativos israelenses na região .
Após a manifestação de Teerã, o Iraque informou que fechará seu espaço aéreo e suspenderá os serviços de navegação de aeronaves por 72 horas. O Irã também fechou seu espaço aéreo.
O anúncio foi feito pelo principal negociador do Irã nas conversas com os EUA, Mohammad Qalibaf, que também é presidente do Parlamento iraniano e uma das figuras centrais de poder no país.
Mapa mostra as bases militares dos EUA no Oriente Médio. — Foto: Kayan Albertin/Arte g1
O ataque de Israel ao Líbano também foi um desafio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que garantiu na semana passada que Israel não voltaria a bombardear o Líbano. As desavenças entre os aliados EUA e Israel por conta do Líbano geraram inclusive uma discussão entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Trump se referia aos constantes ataques que Israel tem feito ao vizinho Líbano em meio ao cessar-fogo em vigor no conflito do Oriente Médio. O Paquistão, que media as negociações, e o Irã insistem em que o Líbano estava contemplado na trégua, enquanto EUA e Israel insistem que apenas ataques em território iraniano e nos países do Golfo Pérsico.
Além disso, na semana passada, o presidente norte-americano afirmou que Israel e o grupo terrorista Hezbollah concordaram em fazer uma trégua nos ataques no Líbano e no norte do território israelense. Israel luta no Líbano contra o Hezbollah, o grupo terrorista libanês que é financiado pelo Irã e faz constantes ataques no norte de Israel.

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