3 horas atrás 3

Irã anuncia suspensão de ataques contra Israel

Em comunicado divulgado pela TV estatal, o comando de Khatam al-Anbiya afirmou que o regime deu uma "resposta dolorosa" ao governo israelense:

"Anuncia-se a cessação das operações das forças armadas. No entanto, ressalta-se que, caso os atos de agressão e hostilidade continuem, inclusive no sul do Líbano, medidas muito mais severas e repressivas do que as anteriores serão tomadas".

Na rede social X, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que o país segue buscando uma solução diplomática, mas não descarta novas intervenções militares:

"Nossa prioridade é a segurança nacional e a tranquilidade do povo. Defendemos os direitos da nação com autoridade e não recuaremos diante de nenhuma ameaça. Diplomacia e defesa são as duas asas do poder nacional; nem abandonamos o campo de batalha, nem a mesa de negociações. Com a ajuda de Deus, com unidade e racionalidade, o Irã sairá vitorioso desta prova também".

O iminente fim dos ataques entre os dois países havia sido anunciado pouco antes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Ambos os lados, Israel e Irã, estão buscando um cessar-fogo imediato! As negociações finais sobre a 'paz' estão em andamento, sujeitas a que a ignorância ou a estupidez as atrapalhem. O bloqueio permanecerá em vigor, com toda a sua força e efeito, até que um 'acordo final' seja alcançado. As coisas devem avançar rapidamente", disse.

Segundo Esmaeil Baghaei, os novos ataques só agravam o "processo diplomático caótico" com os Estados Unidos e aumentam ainda mais a desconfiança de Teerã em relação a Washington. Para ele, Israel não toma medidas independentes, sem consultar Washington.

Parte de um míssil sobressai do solo, após ataques vindos do Irã, na região central da Cisjordânia ocupada por Israel, em 8 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Naama Stern

Relação entre EUA e Israel abalada

O ataque de Israel ao Líbano também foi um desafio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que garantiu na semana passada que Israel não voltaria a bombardear o Líbano. As desavenças entre os aliados EUA e Israel por conta do Líbano geraram inclusive uma discussão entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Trump se referia aos constantes ataques que Israel tem feito ao vizinho Líbano em meio ao cessar-fogo em vigor no conflito do Oriente Médio. O Paquistão, que media as negociações, e o Irã insistem em que o Líbano estava contemplado na trégua, enquanto EUA e Israel insistem que apenas ataques em território iraniano e nos países do Golfo Pérsico.

Além disso, na semana passada, o presidente norte-americano afirmou que Israel e o grupo terrorista Hezbollah concordaram em fazer uma trégua nos ataques no Líbano e no norte do território israelense. Israel luta no Líbano contra o Hezbollah, o grupo terrorista libanês que é financiado pelo Irã e faz constantes ataques no norte de Israel.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro