Na segunda-feira (29), a companhia disponibilizou o iOS 26.5.2 para iPhones 11 e modelos posteriores, além de atualizações equivalentes para iPads. Em condições normais, essas correções fariam parte do iOS 26.6, próxima versão prevista para o sistema dos iPhones.
Segundo a Apple informou à Reuters, a mudança é uma resposta ao avanço da inteligência artificial, que reduziu o tempo necessário para que criminosos desenvolvam ferramentas capazes de explorar falhas já conhecidas em softwares.
Com isso, a empresa pretende encurtar o período entre a identificação de uma vulnerabilidade e a chegada da correção aos aparelhos dos usuários.
O que muda com a nova política de atualizações?
Até agora, a Apple costumava concentrar a maior parte das correções de segurança nas atualizações que levavam o sistema de uma versão para outra. Enquanto o novo iOS passava por testes com desenvolvedores e outros usuários, as correções aguardavam o lançamento oficial dessa versão.
Com a nova estratégia, essas atualizações poderão ser liberadas antes do fim desse processo, sem esperar a chegada do iOS 26.6.
A Apple afirmou que não há evidências de que as vulnerabilidades corrigidas tenham sido exploradas por hackers.
Ainda assim, a empresa considera necessário reduzir o tempo entre a descoberta de uma falha e a instalação da correção nos dispositivos diante do novo cenário criado pela inteligência artificial.
Quais falhas foram corrigidas?
Como costuma fazer, a Apple divulgou poucos detalhes sobre os problemas corrigidos.
Sobre o iOS 26.5.2, a companhia afirmou que, "para proteção dos clientes", não revela, discute ou confirma questões de segurança até que as investigações sejam concluídas e as atualizações estejam disponíveis.
Mesmo assim, a documentação técnica da atualização indica os tipos de falhas corrigidas. O pacote reúne cerca de 20 correções relacionadas ao WebKit, tecnologia usada pelo navegador Safari para exibir páginas da internet, além dos aplicativos Mail e de outros componentes do sistema.
Segundo a empresa, uma das vulnerabilidades poderia permitir que um site malicioso acessasse, sem o conhecimento do usuário, informações copiadas para a área de transferência do aparelho.
Outras falhas poderiam provocar travamentos, comprometer o uso da memória do dispositivo ou expor dados sensíveis.
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang

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