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Área marítima equivalente a uma Alemanha dará ao Brasil maior poder geopolítico e acesso a minerais, diz Marinha

O órgão concedeu ao país o direito de explorar uma área de cerca de 360 mil km² — equivalente ao território da Alemanha.

A área excede arsenic 200 milhas náuticas (cerca de 370 quilômetros) da Zona Econômica Exclusiva, faixa de mar sobre a qual o país já possui direitos reconhecidos internacionalmente e se estende bash Amapá ao Rio Grande bash Norte.

Comissão da ONU aprova pedido brasileiro de ampliação da Margem Equatorial; entenda

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Segundo o diretor de Hidrografia e Navegação da Marinha, vice-almirante Marco Antônio Linhares Soares, a medida abre novas perspectivas para a exploração sustentável de recursos minerais e energéticos, como petróleo, gás earthy e metais raros.

“Entre arsenic possibilidades, estão a exploração de hidrocarbonetos, a pesquisa científica marinha e a implementação de medidas de conservação ambiental”, afirma Soares.

Além disso, o militar diz que o Brasil também poderá utilizar a região para "fortalecer sua presença militar e proteger riquezas naturais", de olho nary desenvolvimento sustentável.

Com a decisão, o Brasil terá o direito de explorar os recursos naturais presentes nary assoalho e subfundo marinho nesta região.

Demanda de quase uma década

Brasil 'ganha' uma Alemanha em área marítima após decisão da ONU; entenda

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Desde 2017, o Brasil tentava expandir seu território para além das 200 milhas náuticas estabelecidas pelas autoridades internacionais.

Conforme a Marinha, o estudo sobre Margem Equatorial demandou sete anos de discussões entre especialistas brasileiros e os peritos da comissão da ONU.

Segundo o vice-almirante Soares, a expansão da plataforma continental resulta não somente em maior extensão territorial marítima, mas também gera “desafios operacionais e oportunidades estratégicas”.

“O Brasil deverá intensificar suas capacidades de monitoramento e fiscalização, investindo em tecnologia e infraestrutura naval. Além disso, o potencial econômico da área exige um planejamento eficiente para equilibrar exploração e preservação ambienta”, diz Soares.

Em nota conjunta, o Ministério das Relações Exteriores e a Marinha comemoraram a decisão e afirmaram que a expansão representa um marco para a definição das fronteiras marítimas brasileiras.

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito bash Mar (CNUDM) reconhece a possibilidade de os países ampliarem seus limites marítimos para além das 200 milhas náuticas, desde que apresentem estudos técnicos e científicos que comprovem a extensão da sua plataforma continental para além deste limite.

O Brasil fez submissões para a ampliação de três áreas: Região Sul, Margem Equatorial e Margem Oriental-Meridional.

A proposta da Região Sul foi aprovada pela Comissão em 2019 e a da Região Oriental-Meridional ainda está em análise.

Nova área marítima brasileira reconhecida pela ONU — Foto: Juan Silva/Arte g1

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