No caso do voto sobre a OPA da Ambipar, Nascimento também seguiu a recomendação da área técnica da CVM — que viu indícios de que o controlador Tércio Borlenghi, e fundos da Trustee (de Maurício Quadrado, sócio do Master e ligado a Nelson Tanure), teriam agido em conluio para aumentar a participação na empresa sem disparar a obrigatoriedade da OPA, movimento que levou a uma valorização das ações em 800%, ajudando a melhorar o balanço do Master. Se a OPA fosse tornada obrigatória, os controladores teriam de fazer uma oferta para os minoritários, a um custo bilionário.
Como presidente de um colegiado com apenas quatro diretores, o voto de Nascimento poderia valer por dois em caso de desempate, dado que a diretora Marina Coppola também votou pela OPA. Como já era esperado que os demais diretores — Otto Lobo e João Accioly — iriam votar contra a obrigatoriedade da OPA, o voto de Nascimento representaria uma derrota para a Ambipar.
A pressão, contudo, surtiu efeito e, indiretamente, acabou livrando a Ambipar da OPA. Abalado com os ataques, Nascimento renunciou ao cargo em julho, faltando dois anos para o fim do mandato. E em uma manobra inesperada, Lobo, que assumiu interinamente a presidência da CVM, pegou para si o voto de desempate, desconsiderando o voto de Nascimento.
Nascimento foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro e era amigo de Flavio Bolsonaro na adolescência no Rio. Ele assumiu o posto faltando seis meses para o fim do governo e, por conta do posicionamento relacionado ao Master, acabou entrando na mira do centrão.
Em maio, Nascimento já havia votado, junto com a diretora Marina, pela recusa de uma proposta de Daniel Vorcaro e do Master para encerrar um processo sancionador em que eram acusados de fraude financeira, com uma multa de R$ 21,2 milhões. Vorcaro queria encerrar o caso dado que uma condenação por fraude reduziria ainda mais a chance de aprovação da compra pelo BRB. Mas Accioly, atual presidente, pediu vistas, congelando a tramitação do processo por seis meses. Antes da votação, o caso tinha ficado parado por seis meses por um outro pedido de vistas Lobo.
Além dos ataques do grupo "pro Master", pesou para a renúncia de Nascimento o bullying que sofreu por parte do gestor ativista Vladimir Timerman por motivos contrários: por supostamente favorecer Tanure.Timerman vinha pressionando o presidente da CVM nas redes e em mensagens de WhatsApp para dar celeridade às investigações de suas denúncias. Nascimento entrou com uma queixa criminal e obteve uma medida cautelar proibindo o investidor de mencionar seu nome nas redes sociais ou enviar emails e mensagens de Whatsapp.

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU)
3 horas atrás
2





:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2024/o/u/v2hqAIQhAxupABJOskKg/1-captura-de-tela-2024-07-19-185812-39009722.png)


/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2026/f/G/gGrBNJRwaydNM9Xc9HNQ/54966404065-a6a099d410-b.jpg)





Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro