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As 7 maiores tretas da tecnologia que explodiram a Internet no Brasil

A Internet brasileira já foi palco de tretas históricas que geraram polêmica e influenciaram decisões políticas ou mudanças no funcionamento das plataformas digitais. De comunidades saudosas no Orkut a bugs que derrubaram contas em massa no Instagram, o que não faltam são episódios que colocaram os internautas no centro do caos. As confusões também envolvem revoltas contra escândalos de privacidade no Facebook, brigas públicas entre influenciadores no YouTube e uma guerra declarada entre o Threads e o X (antigo Twitter). A seguir, relembre sete tretas tecnológicas que movimentaram a web brasileira.

 Reprodução/Wikimedia/Agência Brasil/Propmark Lista reúne tretas históricas que marcaram a internet brasileira; confira — Foto: Reprodução/Wikimedia/Agência Brasil/Propmark

1. O fim do Orkut e o luto coletivo nas comunidades

 Barbara Mannara/TechTudo O Orkut terminou em 2014 — Foto: Barbara Mannara/TechTudo

No Brasil, onde estava a maior base de usuários, o site deixou saudades. Muitos relembraram os "scraps", mensagens deixadas no mural pessoal; "depoimentos", que ficavam no perfil do usuário, e comunidades icônicas que marcaram uma geração. Os jogos, como a famosa Colheita Feliz, e recursos como os avatares BuddyPoke também eram bastante populares. O encerramento do Orkut simbolizou o fim de uma era da internet brasileira marcada por uma interação mais comunitária e menos algorítmica.

2. Queda de alcance no Facebook e a revolta dos criadores

 Timothy Hales Bennett/Unsplash Mudança do algoritmo do Facebook entre 2015 e 2017 diminuiu o alcance orgânico das páginas, gerando revolta de criadores — Foto: Timothy Hales Bennett/Unsplash

Entre 2015 e 2017, o Facebook passou por uma série de mudanças no algoritmo que impactaram o trabalho de criadores de conteúdo, administradores de páginas e pequenos negócios. O alcance orgânico (número de pessoas que visualizavam uma publicação sem patrocínio) caiu consideravelmente nesse período. Dados da empresa SocialFlow, de 2016, revelaram que a entrega dos conteúdos diminuiu 42%. Na prática, os administradores foram obrigados a investir em anúncios pagos para manter a visibilidade das postagens. Muitos relataram prejuízos financeiros e queda na audiência, o que gerou indignação. A repercussão foi significativa no Brasil, onde o Facebook era uma das principais vitrines para divulgação de conteúdo independente. A frustração levou muitos usuários a migrarem para outras plataformas, como o YouTube, o Twitter e principalmente o Instagram.

3. Briga pública entre Kéfera e Felipe Neto no auge do YouTube BR

 Reprodução/YouTube Kéfera e Felipe Neto protagonizaram uma treta em 2016 — Foto: Reprodução/YouTube

Em 2016, dois dos maiores youtubers brasileiros da época, Kéfera Buchmann e Felipe Neto, protagonizaram uma briga pública. A disputa envolveu indiretas nas redes e críticas mútuas sobre conteúdo e posicionamentos, o que dividiu a base de fãs e gerando repercussão na web. Na época, a rivalidade entre os dois influenciadores foi tema de diversos vídeos na plataforma e matérias na imprensa, refletindo o interesse do público por bastidores e conflitos no universo dos youtubers. Apesar da controvérsia, ambos continuaram as carreiras como influenciadores digitais e ampliaram atuações para outras áreas, como televisão e cinema.

4. Bug do Instagram que derrubou contas em massa

 Reprodução/Instagram Bug em 2022 causou suspensão de contas em massa no Instagram — Foto: Reprodução/Instagram

Em outubro de 2022, um bug no Instagram causou a suspensão de milhares de contas, sem motivos aparentes. Muitos perfis foram acusados injustamente de violar as diretrizes da comunidade, o que gerou confusão e revolta. O problema não afetou somente usuários comuns, mas também influenciadores digitais e empresas que utilizavam a plataforma como canal de divulgação.

No Brasil, o caso teve grande repercussão, com centenas de relatos registrados no site Reclame Aqui e em redes como TikTok e Reddit. Usuários também criaram e compartilharam tutoriais para tentar recuperar as contas. Na época, o Instagram se pronunciou por meio do Twitter para reconhecer a existência do erro e informar que estava trabalhando para resolvê-lo. No entanto, a empresa não divulgou a causa exata do problema.

5. Uber vs. táxis no Brasil e a reação nas ruas

 Reprodução/Freepik Taxistas se manifestaram contra a chegada do Uber no Brasil e conflitos entre motoristas se espalharam nas ruas e nas redes — Foto: Reprodução/Freepik

A chegada do Uber ao Brasil em 2014 gerou uma série de protestos por parte de taxistas, que viam o aplicativo como uma ameaça direta ao seu trabalho. O serviço rapidamente conquistou usuários no país por conta dos preços acessíveis e praticidade no pagamento. Entre 2014 e 2016, protestos foram organizados em diversas cidades, com paralisações, bloqueios de vias públicas e confrontos diretos com motoristas de aplicativo.

O conflito também chegou ao Poder Legislativo. Prefeituras e câmaras municipais tentaram proibir ou restringir o funcionamento do Uber, o que causou uma longa disputa jurídica. Em 2018, o Congresso Nacional aprovou um marco regulatório para os aplicativos de transporte e reconheceu a legalidade, mas permitiu que municípios regulamentassem a operação. Atualmente, o Uber está consolidado como um dos principais serviços de transporte individual no Brasil, ao lado de concorrentes como 99 e Cabify.

6. Cambridge Analytica e a onda “Delete Facebook” no Brasil

 Reprodução/Daniel Leal-Olivas AFP Em 2018, a empresa Cambridge Analytica coletou dados de usuários do Facebook sem autorização — Foto: Reprodução/Daniel Leal-Olivas AFP

Em 2018, veio à tona que a empresa Cambridge Analytica havia coletado dados de milhões de usuários do Facebook sem consentimento para influenciar campanhas políticas. O escândalo gerou uma crise de confiança na plataforma. A hashtag #DeleteFacebook ganhou força, com usuários no Brasil e no mundo incentivando a exclusão de contas como forma de protesto. O episódio levou a plataforma a revisar políticas de privacidade e enfrentar investigações em diversos países. O escândalo também inspirou o documentário "Privacidade Hackeada" (The Great Hack), lançado pela Netflix em 2019, que detalha o caso e suas implicações.

 Mariana Saguias/TechTudo Apesar do sucesso inicial, em 2023, o Threads, da Meta, tenta reter seus usuários — Foto: Mariana Saguias/TechTudo

Lançado em julho de 2023, o Threads surgiu como uma aposta da Meta para concorrer diretamente com o X (antigo Twitter), em meio às polêmicas envolvendo a gestão da plataforma por Elon Musk. Integrado ao Instagram, a plataforma ultrapassou 100 milhões de usuários em menos de cinco dias, tornando-se o aplicativo de crescimento mais rápido da história até então.

Apesar do sucesso inicial, em agosto de 2023, o número de usuários ativos diariamente caiu 79% em relação ao pico de adesões. A disputa chamou atenção no Brasil em agosto de 2024, quando o X foi temporariamente bloqueado no país por decisão judicial, após descumprimento de ordens do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida gerou uma migração em massa para o Threads, que voltou a ganhar destaque.

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