Moraes em pé, de toga, com olhar sério

Crédito, REUTERS/Adriano Machado

Legenda da foto, Moraes argumento que Bolsonaro tinha na Superintendência da PF 'condições absolutamente excepcionais e privilegiadas', mas mesmo assim determinou sua transferência

Há 13 minutos

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De acordo com Moraes, a transferência dará a Jair Bolsonaro "condições ainda mais favoráveis" do que as experimentadas na Sala de Estado Maior na Superintendência da Polícia Federal (PF) do Distrito Federal, onde o ex-presidente estava preso até então.

Entre as vantagens, Bolsonaro teria acesso a uma equipe de saúde mais completa, argumentou o magistrado. Na quarta (14), a defesa de Bolsonaro solicitou mais uma vez a prisão domiciliar, principalmente por questões médicas.

Na decisão desta quinta, Moraes afirmou que decidirá sobre o novo pedido após uma perícia por junta médica da Polícia Federal.

Segundo o ministro, a transferência de Bolsonaro para a Papudinha "permitirá o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de 'banho de sol' e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta".

O documento assinado por Moraes traz até uma tabela comparando as instalações destinadas a Bolsonaro na sala na PF e na Papudinha.

Diz que a área total da primeira era de 12m², e na segunda, 64,83m².

O número de refeições diárias aumentaria de três (café da manhã, almoço e jantar) para cinco (café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia) na Papudinha.

Além disso, a tabela compara os recursos para atendimento médico.

Enquanto na primeira haveria um médico da PF em regime de plantão 24h, na Papudinha a lista é maior: além do médico em plantão, haveria um posto de saúde da unidade prisional com 2 médicos clínicos, 3 enfermeiros, 2 dentistas, um assistente social, 2 psicólogos, um fisioterapeuta, 3 técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico.

A decisão reproduz entrevistas e postagens de Carlos Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, filhos de Jair Bolsonaro, reclamando das condições a que o ex-presidente estaria submetido sob custódia na sala da PF em Brasília.

Moraes afirma que está em curso "uma campanha de notícias fraudulentas com o intuito de tentar desqualificar e deslegitimar o poder judiciário".

Tal campanha estaria "ignorando" as "condições absolutamente excepcionais e privilegiadas do cumprimento de pena privativa de liberdade em regime fechado" de Bolsonaro na Superintendência da PF.