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Autoridades buscam tratores e quartos de hotel para atender vítimas de terremotos, diz venezuelana

As autoridades venezuelanas intensificaram os esforços de resgate após os fortes terremotos que atingiram Caracas e cidades vizinhas na noite de quarta-feira (24). Além de mobilizar equipes de busca, o governo tem solicitado caminhões, escavadeiras e ferramentas ao setor privado para auxiliar na localização de pessoas soterradas.

Moradores de prédios interditados por risco de desabamento também estão sendo encaminhados para hotéis por meio de parcerias firmadas entre prefeituras e a rede hoteleira, relatou a jornalista venezuelana Mariana Camargo, em entrevista ao Conexão GloboNews.

Os abalos deixaram ao menos 160 mortos. Há ainda milhares de desaparecidos, segundo sites locias de rastreamento. A força dos tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, destruiu parcialmente o aeroporto e derrubou prédios em Caracas e outras cidades venezuelanas.

A recomendação oficial é que a população permaneça em casa sempre que possível. Em algumas regiões, porém, edifícios foram isolados devido aos danos estruturais provocados pelos tremores. “Muitas pessoas não puderam voltar para seus apartamentos, que foram interditados”, disse.

Os abalos deixaram grande parte da região metropolitana de Caracas sem energia elétrica e sem acesso a serviços de televisão, rádio e internet. Segundo a jornalista, a falta de conexão tem dificultado o contato com moradores das áreas afetadas e comprometido os trabalhos de busca por sobreviventes

Equipes de emergência em frente a escombros de prédio derrubado por terremotos históricos em Caracas, na Venezuela, em 25 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Uma das situações mais críticas foi registrada no estado litorâneo de La Guaira, próximo à capital. De acordo com relatos locais, cerca de 15 prédios desabaram após os tremores, enquanto muitas pessoas seguem sem notícias de familiares e amigos.

Camargo afirmou que aproximadamente 20 tremores secundários, conhecidos como réplicas, foram registrados após os abalos principais. “Aqui na rádio em que trabalho, a gente tem falado o nome das pessoas desaparecidas para ajudar nas buscas”, relatou.

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