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BC vai voltar a cortar juros, apesar de petróleo caro, aposta mercado

Maior parte do mercado aposta em corte mínimo, de 0,25 ponto percentual. Segundo 84% dos agentes que negociam opções de Copom — um tipo de contrato negociado na B3 —, a Selic deve cair dos atuais 14,75% ao ano para 14,5% ao ano.

Dado o prolongamento e a complexidade dos conflitos no Oriente Médio, é razoável esperar um tom mais conservador das autoridades monetárias, com ênfase na preservação da ancoragem das expectativas. Assim, além da volatilidade intrínseca aos desdobramentos geopolíticos, a leitura do mercado sobre o balanço de riscos apresentado pelos bancos centrais deve permanecer como um dos vetores de preço. Rafael Pastorello, gestor de carteiras do Banco Sofisa

Minoria se divide entre manutenção e corte mais forte. Para 7% dos agentes, a Selic será mantida no patamar atual. Outros 7% projetam um corte mais intenso, de 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

Na reunião anterior, o Copom cortou a Selic de 15% para 14,75% ao ano. Foi a primeira redução em quase dois anos. Ao justificar a decisão, o Banco Central afirmou que tanto a inflação corrente quanto as expectativas de inflação estavam recuando em direção à meta.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal índice de preços da economia brasileira, desacelerou. O indicador caiu para 4,1% ao ano, após atingir 5,53%, acima da meta de 3%, que tem intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Guerra no Oriente Médio é fonte de preocupação. Apesar de iniciar o ciclo de cortes, o Banco Central alertou, na última reunião, para a necessidade de cautela diante das incertezas provocadas pelo conflito envolvendo Irã e Estados Unidos.

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