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'Bengalada no etarismo': Caco Barcellos fala de viagem ao Irã em guerra, dores da idade e jornalismo

Em um vídeo compartilhado pela equipe do programa, Caco abordou a viagem ao Oriente Médio, as dores que o levaram a usar bengala na reportagem, sua visão sobre a reportagem e até brincou com o fato de ter deixado a porta do táxi aberta na matéria.

Ao reagir a um dos comentários, que defendia sua postura, mesmo com a bengala, o jornalista afirmou que a limitação física não o impede de trabalhar.

“Realmente, essa bengala minha ajudou a fazer o trabalho. Essa dor da perna, ela vai continuar em qualquer lugar onde eu esteja. É melhor eu ter essa dor trabalhando em lugar que eu quero muito acompanhar, que é a guerra, do que em casa entediado, com a mesma dor”, disse.

E brincou: "Uma bengalada no etarismo".

Caco também destacou que, diante do sofrimento extremo em cenários de conflito, desconfortos pessoais se tornam menores.

“Você desaparece, seu pequeno desconforto, o seu medo fica tão pequeno diante do sofrimento das pessoas. Sobretudo das pessoas que são vítimas de um ataque, de um bombardeio”, afirmou.

A reportagem exibida pelo programa mostrou os impactos da guerra sobre a população civil, tema que o jornalista classificou como essencial de ser acompanhado de perto. Segundo ele, a experiência reforça o compromisso com o trabalho.

Outro comentário elogiava Caco dizendo que o repórter evidencia "que o jornalismo raiz permite mostrar algo muito além do óbvio".

Na resposta, Caco se mostrou humilde, mas expressou a sua admiração pela reportagem.

"Concordo totalmente com o que você tá dizendo. Claro, não os elogios a mim, que eu fico muito orgulhoso de receber, mas o elogio a esse gênero do jornalismo, que é a reportagem. É um privilégio o nosso trabalho em situações limite como essa. São coisas que marcam a nossa vida e acho também a vida de quem assiste. Eu acredito fortemente nisso", afirmou.

"A gente que é repórter tem que se empenhar ao máximo. Primeiro para aproveitar esse privilégio de assistir em primeiro lugar e depois passar esse privilégio na forma de reportagem para os demais."

Caco ainda brincou com outra observação de um telespectador que apontou o fato de ele não ter fechado completamente a porta do táxi que estava em um trecho da reportagem.

"Eu tenho esse direito, eu fui taxista por 5 anos. É minha profissão", disse. "É para o cara ficar mais atento. E, depois, porta aberta facilita a entrada do outro passageiro."

 Caco Barcellos e Thiago Jock conseguem autorização para entrar no Irã

Exclusivo: Caco Barcellos e Thiago Jock conseguem autorização para entrar no Irã

A equipe cruzou cerca de 300 quilômetros pela Turquia, entre montanhas cobertas de neve, até chegar à fronteira com o Irã. No posto de controle, ainda em território turco, as gravações foram interrompidas pelas autoridades.

Eles visitaram prédios atingidos por mísseis e chegaram a acompanhar o funeral de um general da Marinha iraniana morto em um ataque no Estreito de Ormuz.

Caco Barcellos — Foto: Reprodução

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