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Bets viram maior motor do endividamento das famílias no Brasil, diz estudo

Indicadores piores no Brasil tornam mais grave impacto das bets sobre endividados. Segundo Claudio Felisoni, professor da FIA Business School e responsável pelo estudo, o endividamento das famílias no Brasil tem uma dimensão totalmente diferente da registrada nos Estados Unidos, onde as despesas com as bets também impactaram a qualidade do endividamento.

O endividamento das famílias no Brasil tem uma dimensão totalmente diferente da registrada nos Estados Unidos. As taxas de juros aqui praticadas tornam a situação dos locais absolutamente insustentável. Não há como pagar. Consequência: freia consumo de bens e serviços inclusive básicos, tais como saúde, mobilidade. Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School

Milhões de brasileiros comprometeram renda com bets. A popularização das apostas online levou 39,5 milhões de brasileiros às bets nos últimos 12 meses, mostrou levantamento da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em 2025. Do total, 19% (aproximadamente 7,5 milhões) admitiram que comprometeram parte da renda com os jogos de azar.

Especialista defende limites de propaganda e de apostas. A publicidade das redes de apostas deveria sofrer limitações, como as que existem sobre produtos considerados prejudiciais à saúde, defende Ana Leoni, CEO da Planejar, associação responsável no Brasil pela certificação dos profissionais planejadores financeiros. "O excesso de publicidade acaba levando a pessoa à distorção de uma realidade, de que ela pode ganhar muito dinheiro de forma rápida", diz.

Consumidor também deve definir limites nas apostas. A executiva diz que parte da solução para esse problema passa pelos usuários também. Segundo ela, uma medida simples e com resultados é a pessoa estabelecer tetos de apostas de acordo com o orçamento do lar.

Tudo que envolve dinheiro traz o risco de levar a perda de controle. Principalmente por causa de vieses, como o da falácia dos custos irrecuperáveis, que é a certeza de que podemos recuperar aquilo que já perdemos, ou o viés da confirmação, quando uma aposta dá certo e a gente acha que vai continuar ganhando só porque quer muito. Então, a dica é sempre limitar o acesso, definindo limites de valor financeiro. Ana Leoni, CEO da Planejar

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