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Bolsonaro passou duas noites na embaixada da Hungria após ter passaporte retido pela Justiça, diz New York Times

(Reuters) - O ex-presidente Jair Bolsonaro passou duas noites na embaixada da Hungria em Brasília depois de ter seu passaporte retido pela Justiça em fevereiro no âmbito de uma investigação da Polícia Federal sobre uma tentativa de golpe de Estado durante seu governo, disse nesta segunda-feira o jornal The New York Times.

A publicação norte-americana divulgou imagens de circuito interno que mostram Bolsonaro chegando à embaixada húngara no Brasil, assim como imagens de satélite que mostram que o carro que levou o presidente à representação diplomática do país europeu ficou estacionado no local do dia 12 ao dia 14 de fevereiro.

O The New York Time classificou o episódio como "uma aparente tentativa de obtenção de asilo". Caso o ex-presidente estivesse na embaixada húngara e a Justiça determinasse sua prisão, agentes da PF não poderiam entrar na representação diplomática da Hungria para prendê-lo, pois o local é protegido pela legislação e está fora da jurisdição das autoridades brasileiras.

Bolsonaro é aliado do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, de extrema-direita, com quem já trocou elogios públicos no passado. Ambos se encontraram no fim do ano passado durante a posse do presidente da Argentina, Javier Milei, também de extrema-direita, em Buenos Aires.

O The New York Times disse que um advogado de Bolsonaro se recusou a comentar. Procurado pela Reuters, o ex-secretário de Comunicação da Presidência e atual advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

© Reuters. Ex-presidente Jair Bolsonaro do lado de fora de sua casa em condomínio de Brasília
22/02/2024
REUTERS/Adriano Machado

A embaixada da Hungria em Brasília também não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters.

Na operação da PF em que Bolsonaro teve seu passaporte retido, em 8 de fevereiro, também foram alvos da PF, além do ex-presidente, aliados próximos, como os ex-ministros da Defesa Paulo Nogueira Batista e Walter Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, todos generais da reserva; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier Santos; e o presidente do PL, partido do ex-presidente, Valdemar Costa Neto.

Na mesma ocasião, também foram presos preventivamente o ex-assessor especial da Presidência no governo Bolsonaro, Filipe Martins, e Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

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