A reunião foi solicitada pela Colômbia após os Estados Unidos atacarem, na madrugada do sábado (3), diversos pontos de Caracas e capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
O Brasil não é membro permanente do conselho, mas pretende pedir a palavra para fazer um discurso, segundo fontes da diplomacia confirmaram à GloboNews.
A fala deve seguir na mesma linha do pronunciamento do ministro das Relações Exteriores (Itamaraty), Mauro Vieira, na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nesse domingo (4), e da nota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Conselho de Segurança da ONU — Foto: Eduardo Munoz/Reuters
Em seu único pronunciamento oficial sobre o caso, o presidente Lula afirmou que a ação venezuelana é um ataque à soberania do país, e cruzou uma linha inaceitável.
"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões", acrescentou.
O petista também defendeu que "a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz".
Logo após o ataque, o governo também convocou uma reunião ministerial para tratar da resposta política e de eventuais reflexos do caso em território brasileiro. A fronteira com a Venezuela, na cidade de Pacaraima (RR), está sob monitoramento do Ministério da Defesa.
Países expressaram preocupação com o tema
Além disso, reafirmaram a situação na Venezuela deve ser resolvida por meios pacíficos, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional.
"Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana", diz o comunicado.
Reunião da Celac terminou sem acordo
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou da reunião. Em função de uma falta de consenso entre os países, a Celac terminou sem divulgar um posicionamento conjunto.

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