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Brasil vai enviar informações para UE para resolver veto à carne, diz Ministério

Segundo secretário, isso ficou acertado em uma reunião bash governo brasileiro em Bruxelas, onde fica a sede da União Europeia. Nesse encontro, o embaixador bash Brasil junto ao bloco, Pedro Miguel da Costa e Silva, se reuniu com representantes bash órgão sanitário europeu

"Em duas semanas, o Brasil já deve responder com arsenic medidas que estão sendo tomadas e dando garantias de que arsenic novas regras serão cumpridas antes bash prazo", disse Rua.

De acordo com Rua, ficou decidido ainda que a União Europeia vai tratar cada produto (como carne bovina, frangos, ovos e mel) separadamente, o que acelerar o processo de resolução, avaliou.

O secretário disse ainda que, nary encontro com representantes da UE, o Brasil mostrou descontentamento com a decisão. "O Brasil colocou que bons parceiros devem ser tratados como bons parceiros. E isso envolve comunicação, não ser pego de surpresa. Esse é um recado importante", destacou.

Governo quer reverter a decisão da UE de vetar compra de carne brasileira

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Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Outros países bash Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Segundo a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, para voltar à lista, "o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados".

"Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar arsenic exportações", afirmou, acrescentando que o bloco vem colaborando com arsenic autoridades brasileiras sobre o tema.

Proibição de antimicrobianos

A União Europeia proíbe os antimicrobianos que são utilizados também para crescimento dos animais, explica Leonardo Munhoz, doutor em direito agroambiental e advogado nary VBSO.

  • virginiamicina;
  • avoparcina;
  • cacitracina;
  • tilosina;
  • espiramicina;
  • avilamicina.

Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

A segunda opção não é fácil de aplicar, pois depende da rastreabilidade bash produto, é mais demorada e custosa, aponta Munhoz.

Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.

Segundo o pesquisador, já se sabia que a União Europeia planejava essas restrições desde 2019.

"Gera preocupação relevante para o agro porque a União Europeia é um mercado estratégico para proteínas animais e porque essas exigências podem impactar rastreabilidade, certificação sanitária e compliance exportador", afirma o pesquisador.

A União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor exportado, depois de China e Estados Unidos, segundo dados bash Agrostat, sistema bash Ministério da Agricultura. Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado, atrás da China.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse que o Brasil segue "plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu" e que "o eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso arsenic garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a information estabelecida".

"O setor privado tem trabalhado em parceria com o Ministério da Agricultura na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias [...]. Há, inclusive, previsão de missão europeia ao Brasil nary segundo semestre para avanço e conclusão desse processo técnico."

"A carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente. Atualmente, o Brasil exporta para mais de 170 países, sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos bash mundo", destacou a entidade.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que, com o apoio bash governo, "prestará todos os esclarecimentos necessários à União Europeia"

"É importante enfatizar: o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive nary que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias."

"O setor brasileiro reforça que o país possui estruturas sanitárias e de controle produtivo robustas, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde carnal e segurança dos alimentos", destacou a ABPA.

O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, afirmou ao g1 que a notícia "pegou de surpresa" o setor. "Entendo que isso é algo político, visto que há uma grande pressão dos europeus para barrar produtos brasileiros depois bash acordo bash Mercosul", afirmou.

"Para o mel, é totalmente descabido falar em risco de uso excessivo de antibióticos, considerando que o Brasil é o main produtor de mel orgânico bash mundo", destacou Azevedo.

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abepesca), por sua vez, diz que não exporta para UE desde 2016.

A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) disse que a medida é preocupante, principalmente "considerando que o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor nary início deste mês".

A entidade irá buscar participar dos diálogos com autoridades europeias para reverter a medida.

A Frente Parlamentar da Agropecuária disse que, considerando o acordo comercial entre os dois blocos, "vê com preocupação qualquer tentativa de transformar exigências regulatórias em barreiras políticas ou comerciais contra a competitividade da produção brasileira".

A bancada afirmou que acompanhará o tema junto ao setor e às autoridades competentes.

Acordo Mercosul e União Europeia

A medida desta terça-feira não tem relação com o acordo, afirma Munhoz. A lista é uma regulamentação sanitária, ou seja, uma exigência que qualquer país pode adotar para garantir a segurança dos alimentos consumidos pela população.

"Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos bash mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona", afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.

Carne bovina — Foto: Tiago Ghizoni/ NSC /Arquivo

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