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Brasileira é condenada na Coreia do Sul por perseguição e invasão à casa de Jung Kook, do BTS

Segundo o site coreano LawTalk News, o juiz Park Ji-won, do Tribunal Distrital Ocidental de Seul, condenou a brasileira a um ano de prisão, com pena suspensa por dois anos, o que significa que a brasileira não deve ser presa imediatamente, desde que cumpra as condições impostas pela Justiça e não volte a cometer infrações no período.

Na decisão, o tribunal destacou como agravante o fato de a mulher ter ido até a casa do artista mesmo após receber advertência da polícia e descumprir medidas emergenciais impostas pelas autoridades.

Na madrugada do dia 12 de dezembro, a brasileira chegou a tocar a campainha 133 vezes, enfatizou o site. Com isso, a Justiça também considerou que Jung Kook pedia uma punição severa.

Por outro lado, o tribunal levou em conta circunstâncias que pesaram a favor da ré. Segundo a decisão, a brasileira teria agido para expressar sentimentos ao cantor, sem intenção de causar danos diretos.

A corte também avaliou que Jung Kook não presenciou diretamente a invasão no momento em que a campainha foi acionada e que a mulher não chegou a acessar áreas mais internas da residência, como o quarto.

Outro fator considerado para a suspensão da pena foi o risco reduzido de reincidência. De acordo com o tribunal, a brasileira está detida há cerca de três meses e deverá ser deportada após a sentença se tornar definitiva, o que diminui a possibilidade de novos episódios envolvendo o artista.

O g1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, por meio da Embaixada em Seul, e aguarda posicionamento.

BTS — Foto: Big Hit Music

O caso da brasileira repercutiu na mídia internacional em janeiro e passou a ser acompanhado com preocupação pelos familiares dela, que falaram com exclusividade ao g1, na época.

Uma parente afirmou que a jovem é da Paraíba, mas morava em São Paulo por pelo menos dois anos e não avisou a família quando viajou para Seul, em novembro.

Segundo ela, os familiares tentavam trazê-la de volta ao Brasil por considerarem que a situação é de urgência, já que ela estaria em surto por acreditar que Jung Kook é o amor de sua vida.

“Ela saiu da Paraíba e foi para São Paulo trabalhar há algum tempo. Tentei ajudá-la a continuar o tratamento psicológico que fazia na cidade dela, mas ela não aceitou. Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto. Ela conseguiu guardar um dinheiro depois de pedir ajuda à mãe e foi sozinha. Estamos extremamente preocupados, porque a situação está piorando”, relatou uma parente.

A familiar afirmou ainda, na época, que a rotina da família foi impactada pela preocupação constante.

“A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária. Quando soubemos da averiguação da polícia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados. Foram três vezes que ela foi detida”, disse.

Segundo a parente, médicos apontam que a brasileira tem transtorno mental e necessita de medicação controlada. “Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe. Do jeito que está, pode acontecer algo pior”, afirmou.

Outra familiar, que também preferiu não se identificar, disse que a jovem já teve um surto semelhante em 2021.

“Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem”, contou.

Segundo o g1 apurou, a brasileira foi encontrada pelas autoridades coreanas e levada para um centro de detenção em fevereiro deste ano, onde está presa preventivamente. Ela tem recebido visitas do consulado e mensagens de familiares.

O jornal "The Korea Herald" divulgou que a mulher invadiu a residência de Jung kook 20 vezes ao longo de um mês, desde 7 de dezembro de 2025. Diante disso, as autoridades a detiveram e encaminharam o caso ao Ministério Público.

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Na época, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, por meio da Embaixada em Seul, disse ao g1 que "presta assistência consular à nacional brasileira".

O g1 também questionou se a mulher deve ser deportada só após o fim das investigações, mas o ministério não informou detalhes.

"Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros", disse a pasta, em nota.

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