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Brics se reúne na Índia com guerra no Oriente Médio e crise do petróleo no centro das discussões

Participam do encontro ministros das Relações Exteriores de países como Rússia, Irã, Brasil, China e África do Sul. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também está em Nova Délhi.

A reunião ocorre em um momento de tensão internacional, marcado pelos conflitos envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, além da instabilidade nas rotas marítimas do Golfo Pérsico, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz — uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo.

Antes das reuniões fechadas, o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, afirmou que o cenário internacional vive um período de “considerável transformação”.

“Os conflitos em curso, as incertezas econômicas e os desafios em comércio, tecnologia e clima estão moldando o cenário global”, declarou.

Segundo ele, há uma expectativa crescente de que o BRICS tenha um papel “construtivo e estabilizador”, sobretudo entre países emergentes e em desenvolvimento.

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O grupo foi criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul como um fórum de articulação entre grandes economias emergentes. Nos últimos anos, o bloco foi ampliado e passou a incluir países como Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

A expansão, porém, aumentou divergências internas, especialmente em temas ligados ao Oriente Médio. Irã e Arábia Saudita, por exemplo, estão em lados opostos do conflito regional.

Entre os participantes da reunião estão o chanceler russo, Sergei Lavrov, e o ministro iraniano Abbas Araghchi.

As tensões no Golfo têm provocado volatilidade nos preços do petróleo e do gás, aumentando a pressão sobre economias dependentes da importação de energia, como a Índia. O país obtém quase metade do petróleo bruto que consome por meio do Estreito de Ormuz e também depende da rota para importar fertilizantes.

Diante das divisões entre os membros, diplomatas avaliam que a reunião pode terminar sem uma declaração conjunta do bloco.

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