O Carnaval é um dos eventos mais esperados do ano. Porém, além da folia, a época também é conhecida pelo aumento de golpes digitais, que visam roubar dados pessoais e financeiros das vítimas desatentas, seja em viagens, festas, blocos de rua, aplicativos ou redes sociais. Como o Carnaval gera uma movimentação tanto física quanto digital, criminosos aproveitam a distração, a pressa e o uso intenso da Internet para disseminar diversos tipos de fraudes online. Segundo estudo feito pela NordVPN em parceria com a empresa Saily, a dark web concentra uma expansão do comércio ilegal de documentos de viagem, permitindo que criminosos comprem esses pacotes de dados das vítimas e possam aplicar fraudes cada vez mais sofisticadas e personalizadas.
A pesquisa mostra que passaportes globais são vendidos por valores entre US$ 10 e US$ 200 (R$ 52 a R$ 1.047), documentos da União Europeia chegam a valer até US$ 5.000 (R$ 26 mil reais), e falsos extratos bancários, vistos e até contas hackeadas com milhas acumuladas são comercializados ilegalmente por centenas de dólares. Neste guia do TechTudo, entenda como o Carnaval favorece a aplicação de golpes, incluindo sites falsos, phishing, fraudes em redes sociais, QR Codes e redes públicas, e veja dicas para ter mais segurança.
Carnaval 2026: confira os principais golpes online aplicados durante esta época do ano — Foto: Reprodução/Agência Brasil A web como principal porta de entrada para golpes
Diversos fatores influenciam no aumento de fraudes online no Carnaval. De maneira geral, há um aumento no uso da Internet para realizar várias tarefas, como compras online, reservas de hospedagem e passagens, maior uso de redes sociais e links promocionais, entre outras ações. Vale ressaltar que, nesta época do ano, os usuários tendem a ficar mais vulneráveis aos golpes online, visto que estão fora da rotina e mais suscetíveis a agir por impulso.
Neste sentido, Marijus Briedis, CTO da NordVPN, explica o comportamento do consumidor em períodos festivos como o Carnaval. “A indústria de viagens permanece um alvo extremamente valioso para criminosos digitais, porque concentra um grande volume de dados pessoais e financeiros sensíveis. Durante períodos de pico, como o Carnaval, Natal ou férias escolares, os golpes se intensificam. O consumidor precisa redobrar a atenção e reforçar a segurança digital, especialmente quando está fora da rotina", afirma.
Criminosos aproveitam o uso intenso da Internet no Carnaval para aplicar fraudes digitais — Foto: Reprodução/Unsplash Principais golpes aplicados na web durante o Carnaval
A seguir, confira uma lista com as principais fraudes virtuais que ocorrem no Carnaval:
1. Phishing e mensagens falsas
Golpes de phishing são populares ao longo do ano, mas se intensificam no Carnaval. Nesta fraude, os cibercriminosos criam mensagens falsas e fingem ser bancos, companhias aéreas, operadoras de cartão, plataformas de pagamento, entre outras empresas. Essas mensagens fraudulentas geralmente possuem tom de urgência e são enviadas por e-mail, SMS, WhatsApp e redes sociais para as vítimas. Neste momento, os golpistas pedem para que a pessoa clique em links maliciosos para resolver supostos problemas, confirmar compras inexistentes ou evitar bloqueios de contas.
Com a folia do Carnaval, até mesmo os internautas mais experientes podem se tornar alvos fáceis e acessar os links fraudulentos. Isso porque as vítimas ficam mais vulneráveis em festas e viagens e tendem a prestar menos atenção aos detalhes da mensagem falsa. Ainda neste contexto, os cibercriminosos passam a usar ferramentas de inteligência artificial para gerar mensagens fraudulentas mais realistas e convincentes, com textos bem escritos, linguagem natural e até personalização com nomes reais das vítimas.
Phishing é um golpe que usa falsas mensagens para roubar informações pessoais das vítimas — Foto: Reprodução/Freepik 2. Sites falsos e promoções inexistentes
O Carnaval também facilita o surgimentos de golpes envolvendo viagens. Muitos ataques ocorrem em sites falsos, que publicam promoções e sorteios inexistentes com o intuito de chamar a atenção das vítimas. Outras fraudes acontecem em perfis fakes em redes sociais, que compartilham investimentos milagrosos prometendo ganhos financeiros rápidos, ingressos exclusivos, hospedagens com desconto, entre outros anúncios em tom de urgência que pressionam a vítima a agir rapidamente.
Existem também as lojas online falsas, que procuram replicar com perfeição os sites verdadeiros. Elas clonam páginas de hospedagem, ingressos e marcas e, em seguida, disponibilizam produtos ou pacotes de viagem com ofertas e preços muito abaixo do mercado. Entretanto, após o pagamento, o consumidor não recebe o que comprou e ainda leva um prejuízo financeiro.
Sites de origem duvidosa, com símbolos estranhos no URL, podem ser falsos — Foto: Reprodução/Canva É comum que consumidores façam pagamentos em bares, restaurantes, estacionamentos, eventos e até blocos de rua usando QR Codes. Há um crescimento do uso desse recurso no Brasil, sobretudo pela praticidade na hora de realizar a transação financeira. Segundo estudo da NordVPN, 59% dos brasileiros usam leitores de QR Code semanalmente ou diariamente.
Contudo, no Carnaval, os códigos escaneáveis legítimos podem ser substituídos por links maliciosos. Assim, os criminosos conseguem enganar vítimas e levá-las para sites fraudulentos, capazes de redirecionar as pessoas para páginas perigosas, que comprometem em poucos segundos informações pessoais, senhas e dados bancários.
QR Code malicioso pode redirecionar o usuário a páginas fraudulentas — Foto: Reprodução/Freepik 4. Wi-Fi público e hotspots falsos
A época da folia também faz com que os hackers ataquem em redes Wi-Fi públicas e hotspots falsos. Na prática, os golpistas aproveitam o uso intenso de tecnologia em ambientes públicos, como aeroportos, rodoviárias, bares e até mesmo os blocos de rua. Assim, quando a pessoa se conecta à Internet em redes abertas, ela pode ser vítima de hotspots falsos criados por criminosos para roubar informações.
Dessa forma, os cibercriminosos podem interceptar dados pessoais e financeiros dos usuários, especialmente aqueles que usam redes públicas para acessar contas bancárias e fazer pagamentos. Portanto, a dica é realizar transações somente em redes seguras e evitar ao máximo interagir com materiais sigilosos em redes Wi-Fi abertas, que podem ser acessadas pessoas mal-intencionadas.
Acessar Wi-Fi público pode colocar o dispositivo em risco — Foto: Reprodução/Grunex Mercado ilegal de dados de viagem e contas na dark web
Conforme mencionado no início da matéria, as pessoas aproveitam o Carnaval para acessar serviços de viagem - o que cria um ambiente ideal para ataques digitais. Dados da pesquisa da NordVPN com a Saily mostram a expansão do mercado ilegal de documentos de turismo na dark web - onde os criminosos podem comprar passaportes escaneados, contas de milhas e reservas de viagem. Ou seja, dados que aparentemente eram inofensivos passam a ser extremamente valiosos no mercado clandestino para os criminosos.
Na prática, quando um criminoso compra ilegalmente documentos de viagem da vítima, como os citados acima, eles encontram um pacote completo com informações sigilosas sobre a pessoa, incluindo: nome completo, data de nascimento, número de passaporte, e-mail, telefone, contato de emergência, dados de cartão de crédito, entre outros. Isso permite que os golpistas cometam fraudes personalizadas, como reservar voos no nome da vítima, acessar contas bancárias e personalizar e-mails de phishing.
Segundo a pesquisa, passaportes globais escaneados são vendidos por valores entre US$ 10 e US$ 200, enquanto documentos da União Europeia podem custar até US$ 5.000. Extratos bancários falsos, selos de visto forjados e contas de fidelidade hackeadas com milhões de milhas acumuladas são comercializados por centenas de dólares. Reservas em plataformas como Booking.com podem ser encontradas a partir de US$ 250 (R$1.038). Neste cenário, especialistas reforçam que esse tipo de golpe também ocorre com frequência no Brasil, principalmente em épocas de alta demanda, como o Carnaval, quando as pessoas usam programas de companhias aéreas como Latam Pass, Smiles e TudoAzul para reservar viagens.
Mercados ilegais de dados de viagem crescem na dark web — Foto: Reprodução/Canva Como se proteger dos golpes online no Carnaval
Para se proteger dos golpes virtuais no Carnaval, é fundamental manter os tradicionais hábitos de segurança digital. Procure usar senhas fortes e únicas para cada serviço online, com números, letras e caracteres especiais, sem combinações fáceis de serem descobertas. Lembre-se que, quando uma senha é reutilizada, fica mais fácil para os hackers invadirem diversas contas da vítima. Neste sentido, também é essencial ativar a autenticação em dois fatores, que adiciona uma camada extra de proteção mesmo se a senha for descoberta.
Os internautas também devem monitorar regularmente o histórico das contas, para que seja possível identificar movimentações suspeitas logo no início e minimizar os riscos. Além disso, é importante evitar conexões em Wi-Fi público sem proteção. Se for necessário fazer isso, o uso de VPN ao acessar uma rede aberta reduz o risco de interceptação de dados, enquanto os eSIMs são uma alternativa segura em viagens, já que diminuem a dependência de redes desconhecidas.
Por fim, desconfie de promoções e sorteios online de procedência duvidosa, como lojas desconhecidas e perfis recentes em redes sociais, e sempre verifique a origem antes de fazer pagamentos via QR Codes. Nunca clique em links ou sites que pareçam perigosos, como os que não possuem contatos oficiais ou prometem situações "boas demais para ser verdade".
Vai pular Carnaval? Veja dicas de segurança para curtir a folia e se proteger de golpes — Foto: Reprodução/Freepik Com informações de NordVPN
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