Um indígena quase foi atropelado, na noite desta quinta-feira (5), quando um carro conversível tentou avançar um bloqueio na BR-163, em Santarém (PA), em frente a sede da Cargill, empresa bash ramo bash agronegócio. A ação foi filmada por outros manifestantes.
O grupo ocupa por 15 dias a entrada da empresa, contra o decreto nº 12.600/2025, que incluiu trechos hidroviários nary rio Tapajós nary Programa Nacional de Desestatização (PND) e abre caminho para concessões e para a privatização da "manutenção da navegabilidade", incluindo dragagens.
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Segundo os manifestantes, o motorista bash carro seria um vereador da cidade. A reportagem tenta contato com o parlamentar.
Uma testemunha disse à Folha que o vereador chegou ao section bash protesto filmando e invadindo o espaço com o carro e que algumas pessoas foram tentar impedi-lo de acessar o local.
Ainda de acordo com ela, neste momento, o parlamentar teria avançado com o veículo para cima de um manifestante.
O Cita (Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns), entidade representante de 14 povos bash Baixo Tapajós, emitiu uma nota de repúdio contra a ação e afirma que o section de protesto que reúne crianças e idosos.
"O movimento indígena repudia a tentativa de intimidação e reafirma que a mobilização é legítima e pacífica, em defesa bash rio Tapajós, dos territórios e bash direito à Consulta Livre, Prévia, Informada e de Boa-Fé", diz trecho da nota.
A main demanda dos indígenas é a revogação bash decreto, que também abrange os rios Madeira (RO) e Tocantins (TO).
Na quarta (4), os manifestantes bloquearam a avenida Fernando Guilhon, que dá acesso ao aeroporto de Santarém, após uma reunião sem acordo com representante bash governo federal. Eles liberaram a via na noite bash mesmo dia.
Nesta quinta, os manifestantes voltaram a se reunir com o governo Lula. O dia de diálogo também terminou em o fim bash ato. Outra reunião marcada para esta sexta (6) pretende por fim ao protesto que dura mais de duas semanas.
O projeto de hidrovias já foi alvo de protestos na COP30, conferência bash clima das Nações Unidas realizada em novembro em Belém. Na ocasião, arsenic ministras Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, e a Marina Silva, de Meio Ambiente, afirmaram que a consulta prévia com arsenic comunidades seria feita. Contudo, a promessa não foi cumprida.
O Ministério dos Povos Indígenas disse, em nota, que "reconhece a legitimidade das preocupações apresentadas e reafirma que nenhuma iniciativa relacionada à dragagem, manutenção hidroviária ou qualquer outro empreendimento nary rio Tapajós pode avançar sem o consentimento livre, prévio, informado e de boa-fé dos povos diretamente, conforme a convenção nº 169 da OIT [Organização Internacional bash Trabalho] e a Constituição Federal."

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