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Carro elétrico ou a combustão: qual sai mais barato em 5 anos? Com cálculos!

O preço dos carros elétricos caiu nos últimos anos, e a promessa de economia no uso diário desperta o interesse de muitos consumidores. Mas será que compensa financeiramente trocar um modelo a combustão por um elétrico? Para responder a essa dúvida com base em dados reais, o TechTudo comparou o BYD Dolphin EV, um dos elétricos mais acessíveis do Brasil, com o Chevrolet Onix Hatch 1.0, um dos carros flex mais vendidos do país. A análise considera o custo total acumulado em cinco anos de uso, incluindo preço de compra, IPVA, seguro e gasto com energia ou combustível. Os dados são reais, baseados na Tabela Fipe de maio de 2025, tarifas da Aneel, preços de combustível em São Paulo e cotações médias de seguro.

O resultado surpreende e mostra que nem sempre o carro mais barato na loja é o mais econômico no longo prazo. Embora o Dolphin exija um investimento inicial maior, seus custos operacionais tendem a ser muito menores graças à energia mais barata e à isenção parcial de impostos. Por outro lado, o Onix, por ser mais acessível na compra, pode acumular gastos altos em combustível e manutenção. Nos próximos tópicos, detalhamos cada componente de custo para que você veja, de forma transparente, qual veículo oferece o melhor custo‑benefício em cinco anos de uso.

 TechTudo Comparamos o BYD Dolphin e o Chevrolet Ônix para ver qual vale mais a pena em 5 anos de uso — Foto: TechTudo

De acordo com a Tabela Fipe de maio de 2025, o BYD Dolphin EV zero km tem preço médio de R$ 157.651, enquanto o Chevrolet Onix Hatch 1.0 zero km está cotado em R$ 92.662. Essa diferença de quase R$ 65 mil reflete o custo extra da tecnologia elétrica, incluindo bateria e componentes eletrônicos mais avançados. Para muitos, esse valor pode parecer elevado, mas é importante compará‑lo com o que se gasta ao longo do tempo em combustível e revisões. Além disso, a desvalorização de veículos elétricos tende a ser menor em mercados que já adotaram incentivos fiscais e infraestrutura de recarga. Portanto, o preço de compra inicial é apenas o primeiro dos vários itens que compõem o custo total de propriedade.

Apesar da diferença substancial no valor de prateleira, o Dolphin traz vantagens que podem compensar essa disparidade com o passar dos anos. Se considerarmos incentivos regionais e futuros programas de crédito para carros limpos, o preço efetivo de aquisição pode ficar ainda mais competitivo. Já o Onix, embora mais barato na compra, pode gerar surpresas com gastos frequentes em combustível, impostos e manutenções típicas de motor a combustão. Por isso, ao avaliar o custo‑benefício, é fundamental olhar além da etiqueta e considerar todos os custos — o que faremos nos próximos tópicos.

 Reprodução/BYD Ao decidir entre um carro elétrico ou a combustão é fundamental avaliar os critérios de IPVA, seguro, gastos e preço de compra — Foto: Reprodução/BYD

2. Gasto com energia ou combustível

O BYD Dolphin possui consumo homologado de 14 kWh a cada 100 km. Rodando 400 km por semana, o elétrico demanda cerca de 56 kWh, gerando um gasto médio semanal de R$ 37,29 (a R$ 0,666/kWh em São Paulo). Esse valor equivale a R$ 149,16 por mês, R$ 1.789,92 por ano e R$ 8.949,60 em cinco anos. Como a tarifa de energia costuma ser mais estável que o preço dos combustíveis, esses cálculos dificilmente oscilarão drasticamente, garantindo previsibilidade orçamentária para o proprietário do Dolphin.

Em comparação, o Onix apresenta consumo médio urbano de 9,3 km/l no etanol e 13,3 km/l na gasolina. Para percorrer os mesmos 400 km semanais, seriam necessários aproximadamente 43 litros de etanol (R$ 4,00/l → R$ 172 por semana em média) ou 30 litros de gasolina (R$ 6,00/l → R$ 180 por semana em média). Mensalmente, isso significa R$ 688 de etanol ou R$ 720 de gasolina, totalizando R$ 41.280 em cinco anos no etanol e R$ 43.200 em cinco anos na gasolina. Além de mais caro, o preço dos combustíveis pode variar conforme mercado e tributos, tornando o gasto ainda menos previsível.

 Reprodução/Chevrolet É preciso levar em consideração que o preço dos combustíveis varia muito mais que o preço da energia elétrica — Foto: Reprodução/Chevrolet

No estado de São Paulo, a alíquota do IPVA é de 4% para carros a combustão e 2% para elétricos, representando um incentivo fiscal direto. Aplicando‑se à Tabela Fipe, o Onix (R$ 92.662) gera um IPVA anual de R$ 3.706,48, que chega a R$ 18.532,40 em cinco anos. Para o Dolphin (R$ 157.651), a taxa reduzida resulta em R$ 3.153,02 por ano, totalizando R$ 15.765,10 em cinco anos.

Essa diferença faz com que o proprietário do elétrico pague R$ 2.767,30 a menos de IPVA ao longo de cinco anos, aliviando o orçamento e recompensando a opção por um veículo de emissões zero. Em comparação, o motorista de um carro a combustão mantém um custo anual maior e sem a mesma vantagem tributária.

 Reprodução/BYD Carros elétricos têm incentivo fiscal no IPVA — Foto: Reprodução/BYD

O seguro de veículos reflete riscos de reparo, custos de peças e perfil regional. Para um motorista de 30 anos em São Paulo, o Onix Hatch 2025 tem cotação média anual de R$ 3.814, totalizando R$ 19.070 em cinco anos. Já o BYD Dolphin EV sai por R$ 6.712 ao ano, chegando a R$ 33.560 em cinco anos, devido ao valor das baterias e ao perfil de assistência técnica ainda mais limitado.

Apesar do valor mais alto, o seguro do elétrico pode oferecer coberturas específicas para componentes de alta tecnologia e assistência 24 horas, compensando parte do custo extra. Para o Onix, o prêmio mais baixo não inclui esses riscos adicionais, mas reflete um mercado muito maior de oficinas e peças. Assim, embora o Dolphin pese mais no seguro, o investimento pode valer pela tranquilidade em caso de sinistros ou manutenções especializadas.

 Reprodução/Chevrolet Assim como o preço de compra, o seguro precisa ser um dos critérios a ser analisado — Foto: Reprodução/Chevrolet

Carros a combustão exigem trocas regulares de óleo, filtros de ar e de combustível, além de manutenção em sistema de ignição e correias. Em cinco anos, esses serviços podem representar milhares de reais em revisões, peças e mão de obra — especialmente se usados em trajetos urbanos, onde paradas e partidas frequentes aumentam o desgaste.

Já o Dolphin EV não possui motor de combustão, eliminando a necessidade de óleo, filtros e velas. A manutenção se concentra em freios, suspensão e eventuais atualizações de softwares, reduzindo custos e visitas à oficina. Além disso, sistemas de regeneração de energia nos freios tendem a desgastar menos as pastilhas, diminuindo o gasto com peças de reposição.

 Reprodução/BYD A manutenção de carros a combustão tendem a ser mais custosas para o bolso — Foto: Reprodução/BYD

Comparativo de custos em 5 anos

Para visualizar o impacto de cada componente, veja o custo total acumulado com valor de compra, IPVA, seguro e energia/combustível:

Comparativo entre BYD Dolphin e Chevrolet Ônix

Item Ônix (etanol) Ônix (Gasolina) Dolphin
Preço de compra R$92.662 R$92.662 R$157.651
IPVA (5 anos) R$18.532,40 R$18.532,40 R$15.765,10
Seguro (5 anos) R$19.070 R$19.070 R$33.560
Combustível ou Energia R$41.280 R$43.200 R$8.949,60
Custo total acumulado R$171.544,40 R$173.464,40 R$215.925,70
Gasto sem o valor da compra R$80.802,40 R$80.802,40 R$58.274,70

O comparativo deixa claro que, ao descontar o valor de compra, o Dolphin EV gasta R$ 22.527,70 a menos que o Onix flex a gasolina em cinco anos. Mesmo com o custo inicial maior, a economia operacional pode ser significativa.

Vale mais a pena comprar carro elétrico ou a combustão?

A escolha depende do seu perfil e prioridades. Se o objetivo é previsibilidade e baixo gasto operacional, o BYD Dolphin se destaca: menor custo com energia, IPVA reduzido e manutenção simplificada. Em cinco anos, essa combinação gera economia expressiva no uso diário. Porém, o investimento inicial de quase R$ 158 mil pode ser um obstáculo para quem busca desembolso menor.

Para quem não dispõe de capital alto e valoriza o custo inicial, o Chevrolet Onix segue como opção acessível, com seguro mais barato e preço de compra competitivo. Ainda que acumule gastos maiores com combustível e manutenção, a diferença de investimento pode fazer sentido para um perfil que roda menos e prioriza liquidez imediata.

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