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Carteira de consignado do Master somou R$ 6 bilhões

O Master também saía em vantagem por ser dono da empresa que fazia a averbação e a gestão dos descontos, a Consiglog, obtendo informações dos concorrentes e dos recursos disponíveis para consignar nas folhas dos servidores.Quando os desfalques no balanço do banco começaram a ficar evidentes e o banco precisou se capitalizar por determinação do BC, o Master passou a vender essas carteiras de consignado. Com os prazos dos contratos durando pelo menos 8 anos, as carteiras eram vendidas com um ágio grande, dobrando de valor originado. O BTG pagou R$ 1,1 bilhão por uma carteira do Master. O BRB pagou ágios maiores e comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras, sendo que uma parte se revelou fraudulenta.

Hoje, parte importante das carteiras reais está bloqueada por decisões judiciais. No Rio de Janeiro, a Justiça determinou que os descontos sejam direcionados para uma conta judicial com o intuito de ressarcir a RioPrevidência, o regime de previdência dos servidores que investiu mais de R$ 1 bilhão em papéis do Master.

O Master começou explorando o cartão consignado na Bahia, onde um contrato firmado em 2018, durante a gestão do governador Rui Costa (PT), garantiu 15 anos de exclusividade, com a possibilidade de consignar 30% da folha de pagamento de todos os servidores e aposentados do estado.

O banco também expandiu para o Rio de Janeiro durante a gestão de Cláudio Castro e alguns outros estados. Mas foi em 2020, na gestão de Jair Bolsonaro, que o banco expandiu a carteira de consignado nacionalmente, ao firmar um convênio com o INSS. Do início do convênio até setembro de 2025, foram firmados 324 mil contratos com aposentados e pensionistas do INSS — dos quais 250 mil foram considerados irregulares pela atual gestão do INSS.

Cartão consignado

O Master difundiu o produto cartão consignado com uma prática comercial sem transparência, levando o aposentado ou servidor a entrar no rotativo do cartão sem saber. O cliente aderia ao cartão pensando que estava realizando uma operação de crédito. Na prática, era um saque no cartão — e muitas vezes o cliente nem recebia ou nunca usava o cartão. O desconto na folha cobria apenas a fatura mínima, enquanto o principal da dívida caía no rotativo e a dívida se tornava impagável.

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